24/11/10

FALAR COM PAULO PINTO

Meeting de Osaka

"Cavalo de Corrida"

O Guarda-Redes Paulo Pinto - 2001/02

Como já referi neste blog e volto a recordar, na época 2001/02 comecei a treinar a Equipa de Infantis B do SC Farense. Na constituição da equipa B, fui “obrigado” a trabalhar com um GR, ainda com idade de Escola. Obrigado, porque o miúdo reunia condições extraordinárias para a posição, mesmo com o peso da exigência competitiva envolvente, quando estava na idade de se descobrir e descobrir aptidões. Como relatei na altura: “Guarda-Redes ainda com idade de Escola mas com toda a escola de um grande guarda-redes”.

Recordo ainda, que nessa época os Infantis A foram convidados a participar no Torneio Internacional de VRSA e tivemos de convocar um GR com idade de escola, que apenas conquistou um prémio individual pela sua prestação na competição.

De Paulo Pinto recordarei sempre as suas qualidades e capacidades inatas e precoces para a posição específica de GR. Possivelmente, com exigências e pressões, também precoces. Pequeno, franzino, ágil e tecnicamente acima dos outros todos. Dos GR que treinei ao longo dos tempos, só o Vítor se aproximou em termos técnicos, naquela idade. Sabia também das suas capacidades para jogar em outras posições e para correr em corta-matos escolares. No entanto, não conseguia descobrir-lhe melhores aptidões do que a de GR e o seu futuro na baliza do SC Farense.

Só que a partir de certa altura da sua vida, Paulo Pinto descobriu ou redescobriu a sua verdadeira vocação: O Atletismo. Hoje, é um “Cavalo de Corrida” que corre ao sabor da sua vontade, na perseguição solitária dos percursos e dos cronómetros. Mas vamos por partes e temos várias.

1. Infantis

Comecemos pelo princípio e pelos infantis, recordando as épocas de 2001/02; 2002/03 e 2003/04. Conta a tua versão dos factos…
"Foram bons momentos, com grandes colegas de equipa e um treinador formidável. Tínhamos um bom grupo de trabalho, com muita qualidade e boas amizades. Dos melhores anos."

Um Escola no meio dos Infantis...
"Acabei a jogar nos infantis B ainda com idade de escolinha, pois o Farense acabou nesse ano com as escolinhas, então eu e o Raul (grande amigo e jogador) acabamos por integrar os infantis. Agradeço ao Mister por nos ter ajudado a integrar na equipa, a mim e ao Raul, pois não era nada fácil, mas felizmente correu tudo bem."

Tal como o Raul Curvelo tiveste 3 anos de infantis...
"Nos infantis passei grandes momentos de felicidade e tristeza! Fiz 3 anos de infantis. O primeiro ano deve ter sido dos mais complicados, pois ainda era escolinha, jogava contra jogadores mais velhos que eu, mas acho que acabou por correr tudo bem. Nos dois anos seguintes que tive no escalão de infantis já joguei com os da minha idade, onde tivemos sempre boas equipas e treinadores como Mister Bentinho e Nuno Estevam que também sempre nos apoiaram e ajudaram a crescer."
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2. Escalões de Futebol de onze

Digo-te que sempre achei que apesar de dificuldades iniciais, tu estavas “condenado” a ser o GR do SC Farense no futuro. Chega então o momento de enfrentares o “monstro” do futebol de 11, com a entrada nos iniciados…
"Quando subi a iniciado, na 1.ª época (2004/05) joguei pouco, pois foi uma mudança um bocado "brusca". A baliza era maior, jogadores mais velhos, ou seja, foi complicado jogar. Não me correu muito bem.
Na época seguinte, como iniciado de 2.º ano
(2005/06), era titular, joguei quase os jogos todos e ficamos em 5.º lugar se não me engano. Foi uma época positiva. Foi neste ano que no final da época fui chamado para ir fazer treinos ao FC Porto, mas acabei por não ficar
."
Tristeza! Logo tu que eras do FCP…
"Ainda como iniciado no Farense ficou-me marcado uma coisa. Eu, durante a época, andei a fazer jogos nos iniciados e ainda era convocado como segundo guarda-redes pelos juvenis, pois eles só tinham um guarda-redes nessa altura. No final da época, como os iniciados acabaram os treinos mais cedo, pedi para ir treinar com os juvenis para me integrar, já que na época seguinte passaria para esse escalão. Infelizmente rejeitaram o meu pedido porque já tinham mais guarda-redes. Achei aquela decisão uma injustiça. Paciência."

Mesmo assim, chegas aos juvenis e como foi…
"Nos juvenis já foi diferente. No 1.º ano (2006/07), eu e o Bruno éramos os dois guarda-redes da equipa, havendo sempre rotatividade entre os dois e assim jogávamos sempre. Nessa época fomos à 2.ª Fase do Nacional de Juvenis, onde acabamos por ficar em 2.º no grupo, atrás do Benfica, e em 6.º lugar a nível nacional. Foi das minhas melhores épocas e a que me marcou mais.
No 2.º ano de juvenil
(2007/08), as coisas não nos correram muito bem, com mudança de treinador a meio da época, e acabamos por descer de divisão. Foi menos positiva apesar de termos tido um bom grupo de trabalho
."

E nos juniores? Chegaste a jogar nos juniores?
"No meu 1.º ano de júnior (2008/09) não joguei futebol, dediquei-me ao atletismo. Como júnior de 2.º ano (2009/10) comecei a treinar, ainda fiz 1 ou 2 jogos mas depois tive um problema no ombro, estive parado e entretanto apareceu a proposta do FC Porto para fazer atletismo e acabei por aceitar e deixar o futebol."

Fala agora dos treinadores…
"Dos treinadores que tive, os que me marcaram mais foi o Mister Emídio, pois como disse sempre nos ajudou bastante, apoiava-nos sempre nos bons e maus momentos! Um mister que irá ficar marcado para sempre.
O Mister Roque já como iniciado também me ensinou bastantes coisas, a quem aproveito para agradecer.
O Mister David que também sempre me ajudou e dava-me treinos de guarda-redes, apesar de não ter grandes conhecimentos a nível de baliza. Andava sempre á procura de exercícios para melhorar os treinos e para nos ajudar a evoluir, a quem agradeço também pela dedicação e pelo que me ensinou
."
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3. Atletismo
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Chegamos ao Atletismo. Eu sei que desde miúdo tinhas aptidões atléticas, mas nunca pensei que pudesses trocar o futebol pelo atletismo. Bem! Até começar a olhar para os teus resultados. Conta como foi…
"Comecei a fazer atletismo, porque na escola ganhava os corta-matos e um treinador da Casa do Benfica de Faro convidou-me para fazer atletismo lá. Eu acabei por aparecer, mas como na altura estava no Farense raramente ia treinar atletismo, pois treinava futebol quase todos os dias."

Porque razão um guarda-redes com futuro, passa para um atleta de futuro?
"A minha mudança do futebol para o atletismo foi "lenta". Como disse, quando entrei para o atletismo, por volta dos meus 14 anos, raramente treinava, pois tinha os treinos de futebol todos os dias. Quando acabei a época de juvenil que foi por volta de Fevereiro de 2009 comecei a treinar a sério atletismo. Foi a partir daí que me comecei a dedicar, começando a treinar em Fevereiro, conquistei o meu 1.º Título Nacional, em Maio, no Olímpico Jovem Nacional, nos 800 m e ainda consegui o 2.º Lugar nos 300 m."

Para quem não sabe o Olímpico Jovem Nacional é uma das provas de elite do atletismo jovem, destinado a iniciados e juvenis.

"A seguir, em Abrantes, no Campeonato Nacional de Juvenis fui Campeão Nacional de 800 m e Vice-campeão nos 300 m. Isto com 3/4 meses de treino. Então decidi que no ano a seguir ia deixar o futebol e dedicar-me ao atletismo. Assim o fiz e fui Vice-campeão Nacional Júnior nos 400 m."

Quando é que apareceu o convite do FC Porto?
"Recebi a proposta do F.C. Porto como Júnior de 2.º ano (2009/10) e aceitei, pois era um sonho representar o F.C. Porto, o meu clube! Comecei a época de Pista Coberta como Campeão Nacional de Juniores nos 400 m e Vice-campeão Nacional nos 800 m. Fui também Campeão de Portugal absoluto de Pista Coberta nos 400 m. Nas provas de ar livre, fui Campeão Nacional Júnior nos 400 m e 3.º Lugar nos 800 m. Fiquei também em 2.º lugar nos Campeonatos de Portugal absolutos nos 400 m. Em Maio deste ano fui ao Japão a um meeting internacional, fazer uma prova de 4x400 onde fomos os 4 melhores Juniores na altura. Acabei a época com 48,43 aos 400 m, sendo a 4.ª melhor marca de Portugal do Ano."

Puxa! Deixa lá respirar um pouco…

O FC Porto acabou com o atletismo, vais correr onde na próxima época (2010/11)?
"Na Casa do Benfica de Faro”.

Tens uma opinião sobre o abandono do atletismo por parte do FC Porto?
Tenho! Acho que foi injusta a maneira como acabaram com o atletismo, e a maneira de como avisaram os atletas então, foi incompreensível. Mandaram-me um e-mail a dizer para procurar outro clube, enfim. Acho que deviam continuar a apostar no atletismo, pois tínhamos uma equipa bastante jovem e promissora. Mas só pensaram no presente e não no futuro.”

O FC Porto deu-te alguma explicação?
Sim! Disseram que não tinham arranjado patrocínios para as actividades amadoras e que não iam apostar na equipa masculina.”
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4. Os estudos

Com tanto futebol e atletismo não deixaste os estudos para trás!?
"Acabei o 12.º ano no Curso Profissional de Secretariado."
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5. Sonhos e Projectos

Agora quais são as próximas etapas? Quais são os teus sonhos e projectos?
Este ano estou a treinar para melhorar as minhas marcas, para tentar ir ao Europeu de Sub-23, apesar de ser bastante difícil. Tenho como sonho representar Portugal na Taça da Europa de Selecções, objectivo que vou tentar concretizar em 2011. Vamos ver se corre tudo bem.”

Ainda bem que chegamos ao fim porque estou exausto. Paulo Pinto deixou de voar para defesas impossíveis, para se tornar num “Cavalo de Corrida”, sempre com sucesso. Desde miúdo que fazes coisas grandes, continua assim campeão.

"Obrigado por tudo Mister Emídio, um grande abraço!"

ETaylor

22/11/10

ENTREVISTA A FRANCISCO MAIA

Francisco Maia

Gravações da Novela "Laços de Sangue"

Infantis A 2001/02 - Maia de pé ao meu lado direito

Francisco Maia em 2001/02, Infantis A: Elemento adaptado a Central. Na altura mencionei em relatório: Excelente quando se adapta ao jogo. Características para central ou para trinco com mobilidade.

Infelizmente trabalhei pouco tempo com o Francisco Maia, pouco mais de meia época. Na época 2001/02 teve diversos problemas físicos relacionados com o crescimento e isso retirou tempo para concretizar as potencialidades que evidenciava. Depois ainda estava em fase de se descobrir e de descobrir o seu futebol. Elemento esquerdino, alto e com capacidades técnicas, vagueou por várias posições, até estabilizar como central ou trinco. Considerava eu que tinha grandes potencialidades como central, mas ele sentia-se mais confortável como trinco com apoio na retaguarda ou então noutras posições onde poderia ter mais a bola. Coisas naturais da idade. Quando finalmente se assumiu como central, iniciou então um trajecto excepcional. Tornou-se num “Centralão”!

Mas do Maia não é preciso dizer muita coisa, basta ler o que ele diz sobre o passado, presente e futuro, para se perceber.

Recuando no tempo, que recordações tens da tua fase nos Infantis do SC Farense?
As recordações são as melhores. Foi a partir desta altura que se criaram amizades que ainda hoje perduram e certamente serão para sempre. Lembro-me de um campeonato competitivo, com boas equipas e jogadores. Aquela segunda volta foi fantástica porque foi criado um grupo espectacular, no qual o mister Emídio teve um papel importantíssimo. Lembro-me de que nessa época me afirmei como central, ao contrário da época anterior em que jogava a lateral esquerdo.”

Cumpriste todos os escalões de formação do Farense?
Não! Cumpri até aos juniores de 1.º ano e depois assinei pelo Louletano DC.”

Vamos por partes então, a começar pelos Iniciados (2002/03 e 2003/04) …
A passagem aos iniciados foi complicada porque passamos de futebol 7 para o futebol 11. Lembro-me de ter começado a titular e depois me ter lesionado e pouco jogar nesse 1.º ano de iniciado.
No 2.º ano tudo mudou. A equipa que vinha dos infantis permaneceu, mais aqueles que se juntaram, apareceram mais alguns jogadores de fora e formámos uma equipa fantástica que tenho a certeza, histórica. Conseguimos pela primeira vez na história do clube e do futebol algarvio, chegar a uma fase final do campeonato nacional, onde defrontámos o FC Porto, o Boavista FC e o Sporting CP. Acabámos em 4.º lugar mas ainda conseguimos uma vitória em casa frente ao FC Porto. As diferenças nesta última fase fizeram-se sentir, essencialmente a nível físico, mas deixámos certamente uma óptima imagem
.”

Com certeza que deixaram uma grande imagem. Naquele que foi o “momento histórico” dos iniciados do SC Farense, aproveito para recordar que nessa vitória sobre o FC Porto, com golo do David Pirralho, as equipas jogaram assim:
SC Farense: Jorge Leitão; Luís Girou, Luís Oliveira, Francisco Maia, Diogo; Pedro Eugénio, Toni, Ricardo Pereira, Nuno Alves; David Pirralho e Pedro Chanfana.
Jogaram ainda: João Gonçalves e João Fitas.*
Treinador: Tó-zé
FC Porto: Rui Filipe; Fábio Vieira, André Pinto, Carlos Santos e Hugo André; Vasco, Pedro Miguel, José Carlos e Fábio Faria; Elísio e Diego.
Jogaram ainda: André Luís, José Alves, Luís Faria.
Treinador: Vítor Pereira.

Depois desse ano histórico a passagem para os juvenis (2004/05 e 2005/06) …
Nos juvenis joguei sempre a titular e foi nesta altura que comecei a integrar os estágios das selecções nacionais. Na 1.ª época lutamos para não descer e só assegurámos a manutenção na última jornada. Já na segunda época, conseguimos ir á 2.ª fase com o mister Arlésio Coelho mas foi o Sporting CP que saiu vitorioso do grupo.”

Chegamos então aos juniores e a altura de tomar decisões (2006/07 e 2007/08) …
Nos juniores deparei-me com uma realidade diferente. O Farense já estava em processo de decadência e lembro-me de termos um plantel de apenas 15 jogadores (á volta disso). Ainda assim o objectivo era a subida e mesmo com todas as adversidades não subimos por muito pouco.
Na 2.ª época, 2007/08, mudei-me para o Louletano DC, pois tinha o objectivo de ser internacional. Sabia que jogando na 1.ª Divisão nacional de juniores iria conseguir e tal veio a suceder pouco depois. No L.D.C fizemos uma boa época, num campeonato muito difícil e penso que alcançamos o 8.º lugar
.”

Em que lugar jogaste nos iniciados, nos juvenis e nos juniores?
Em todos os escalões joguei a central e por vezes a lateral esquerdo.”

As melhores épocas foram?
Todas foram muito boas mas a nível desportivo foi sem dúvida a época 2003/2004, nos iniciados de 2.º ano.”

Na formação tiveste muitos treinadores, fala deles…
Naturalmente que todos os treinadores me marcaram bastante e de forma bastante positiva. Mas há treinadores que me marcaram muito: Tozé (Iniciados) Arlésio Coelho (Juvenis) e Miguel Serôdio (Juniores). Cada um com personalidades e características diferentes mas que tiveram um forte impacto sobre a minha pessoa.”

… e do Clube SC Farense…
O SC Farense é sem dúvida o meu clube do coração e sempre será. Deu-me muito com jogador e pessoa e passei lá os melhores anos da minha vida. A minha saída apenas se deveu a questões desportivas, mas a minha referência será sem dúvida sempre o Farense.”

Falemos agora sobre a tua internacionalização e o teu sonho perseguido e alcançado…
A minha internacionalização veio no seguimento dos vários estágios que vinha fazendo desde os sub-16. A oportunidade surgiu nos sub-19, com o Professor Agostinho Oliveira que apostou em mim para a dupla jornada contra a República da Irlanda em Dublin. Foi um momento muito importante para mim, pois era um objectivo pessoal e sabia que estava na iminência de acontecer. Joguei o segundo jogo e ganhámos 3-1, portanto não poderia ter tido melhor estreia.”

E os estudos?
Os estudos foram a minha opção. Acabei o secundário e vim para Lisboa para tirar um curso universitário na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.”

Quando chegaste á idade de sénior o que aconteceu? Tiveste convites?
Tive convites de vários clubes mas prefiro não especificar. Posso dizer que tive bastantes oportunidades para me manter a jogar ao mais alto nível, inclusive propostas de clubes da 1.ª Liga. No entanto, tinha objectivos traçados e eles não passavam pelo futebol. Fui para o Faro e Benfica e ainda hoje estou lá. Vou jogar todos os fins-de-semana ao Algarve no campeonato distrital da 1.ª Divisão da AFA.”

Soube que vais participar numa novela…
Isso da novela aconteceu por intermédio da minha agência aqui em Lisboa, que me deu a oportunidade de participar. Foi uma experiência engraçada e que gostava de vir a repetir. A ver vamos.”
Para que se saiba a novela em causa tem como título “Laços de Sangue”.

Para terminar, quais são as próximas etapas? Quais são os teus sonhos e projectos?
As próximas etapas são terminar a Faculdade e possivelmente sair do país. Tenho também projectos em relação á música, pois faço alguns instrumentais de Hip Hop e RnB.”

Obrigado pela partilha Centralão e felicidades para os teus projectos.

* A bold os jogadores com quem trabalhei nos Infantis
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ETaylor

INFANTIS 2010/11 - JORNADA

Fase I - Campeonato de Infantis Fut.7 - 5.ª Jornada
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INFANTIS A

Na Série E, os Infantis A do SC Farense deslocaram-se a Vila Real de Santo António para vencer por 9-0 o Lusitano FC.
Nesta Série, o SC Farense soma e segue na liderança com 12 pontos e mercê da derrota do FC S. Luís em casa frente ao SC Olhanense B por 1-2, isolou-se na classificação com vantagem de 3 pontos. FC S. Luís, SC Olhanense e CD Montenegro integram o lote de perseguidores.
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INFANTIS B
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Na Série D, os Infantis B do SC Farense receberam as Escolas de Futebol de Faro e saíram derrotados por 1-2. No outro jogo grande da jornada a Geração de Génios e a Academia do Sporting de Faro empataram a 3 golos.
Nesta Série, a Academia do Sporting de Faro segue isolada na frente da classificação. Escolas de Futebol de Faro, Geração de Génios e SC Farense mantêm perseguição.
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Restantes Séries – Fase I – Campeonato de Infantis Fut.7:
Na Série A: Nesta Série, Portimonense SC A e CF Esperança de Lagos B já assumiram a liderança, com GD Lagoa, Escola João Moutinho e CD Odeáxere nos lugares imediatos.
Na Série B: Nesta série, Casa Benfica de Portimão, CD Odeáxere e Portimonense SC B, parecem ser as únicas equipas com possibilidades de discutir o apuramento para a fase seguinte.
Na Série C: O Guia FC lidera com 4 jogos e 4 vitórias, deixando Imortal DC, Padernense Clube e SR Almancilense discutirem a segunda vaga.
Na Série F: O LGC Moncarapachense, Lusitano FC e o Beira-Mar de Monte Gordo parecem destinados a discutir as duas vagas.

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Campeonato de Infantis Fut.11 - 1.ª Jornada
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Começou o Campeonato de Infantis em Futebol 11. O verdadeiro campeonato de Infantis A, com os seguintes jogos:
SR 1.º Janeiro – 0 - SC Olhanense - 7
CDR Quarteirense – 0 - Lusitano FC - 2
CF Esperança de Lagos – 3 - Louletano DC - 0
FC Ferreiras – 4 - UD Messinense - 0

O Imortal DC descansou na primeira jornada.

Das 14 equipas que participaram na anterior edição do campeonato da 1.ª divisão de infantis A, Portimonense SC, SC Farense, ACRA 1.º de Dezembro, GD Lagoa, Academia Sporting Algarve, FC S. Luís e Silves FC preferiram participar no Campeonato de Infantis no Fut.7.

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Informações Escolas SCF: formação SC Farense
Fotos Infantis B: formação SC Farense
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ETaylor

20/11/10

CONVERSA COM ANDRÉ UVA

Festa dos Campeões em Almancil - Uva o 1.º da esquerda em baixo

SC Farense 2002/03 - Uva no meio em baixo

Sobre André Uva escrevi na primeira época de Infantis, os infantis B: "Utilizado a defesa/médio esquerdo, com eficácia acima da média. Muito inteligente no seu jogo individual e colectivo. Uma promessa segura."

Na segunda época de Infantis, agora nos Infantis A, o discurso mudou pouco: "Elemento proveniente da época anterior. Utilizado a defesa/médio esquerdo, evoluiu a sua capacidade de cobertura e de eficácia defensiva. Revelando grande maturidade, manteve os níveis de evolução e a criar grandes expectativas. "

O Uva sempre se revelou um miúdo aplicado e tranquilo. Para ele os treinos e os jogos eram sinónimo de aplicação e a sua postura era um conjunto de aplicações práticas. Um dos exemplos de “treina como jogas e joga como treinas”. O seu objectivo era cumprir tarefas e estratégias disciplinando impulsos. De baixa estatura, com um pé esquerdo criativo mas convertido ao colectivo. O elemento mais completo a defender o 1x1 e a marcar o seu “território” de actuação. Sentia-se mais confortável a fazer compensações que a investir no processo ofensivo. As minhas correcções foram sempre no sentido de estender o seu jogo e não para o encurtar, porque aí não precisava de correcções.

Agora que já falei de ti, fala agora tu de ti, começando pelos infantis e onde tudo começou…
Foi um bom começo para mim no mundo do futebol, também graças a um amigo que me aconselhou a ir treinar ao Farense. A adaptação foi bastante boa e em termos de grupo de trabalho achei muito organizado e também tínhamos um grupo muito unido e muito forte. É verdade que ao longo dos campeonatos tivemos altos e baixos mas sempre com o objectivo de olhar mais além. Em termos de objectivos iniciais, o que tenho a dizer é que sempre adorei futebol e sempre será um sonho meu.”

Na segunda época, 2002/03, conquistamos o título distrital e recordo os jogadores Campeões: David Farias; Leandro Carracinha; Luís António; Pedro Luís; Luís Dias; Ricardo Cavaco; Luís Arriegas Oliveira; André Uva; João Fitas; Ricardo Ferreira; Tiago Oliveira; Pedro Eugénio; Álvaro “Kiwi” Gomes; Nuno Carvalho; Jorge Santos; Paulo Augusto.
O facto de ter sido campeão foi um sentimento muito bom, pois nunca o tinha sentido. Para mim foi o melhor grupo de trabalho que já tive.”

Também acho que foram duas boas épocas, de crescimento e sucesso. E depois… os iniciados…
A passagem para os iniciados não foi muito fácil, também porque encontrei um futebol diferente, estou-me a referir ao futebol de 11. Foi uma fase muito complicada para mim pois na primeira época de iniciados desisti devido a motivos pessoais. Mas na segunda época de iniciados fiz o campeonato quase todo e gostei bastante, adaptei-me bem ao grupo e também ás “novas” regras de jogo.”

O tempo passa a correr e chegas aos juvenis…
Nos juvenis transferi-me para o Futebol Clube de S. Luís, pois era complicado ficar na equipa do Farense e achei que era melhor não perder ritmo. No S. Luís foram 2 épocas bastante interessantes, pois o grupo era totalmente diferente, no entanto apesar de termos uma equipa bastante útil e aplicada, não alcançamos os objectivos principais.”

…E aos juniores…
Nos juniores regressei ao SC Farense no 2.º ano e foi uma época de sucesso. O campeonato era totalmente diferente, equipas mais fortes, mais experientes o que dificultava o nosso jogo e por isso mesmo, em vários jogos, tivemos que optar por tácticas bastante defensivas. Tínhamos um grupo unido, com mentalidade forte e com grandes objectivos. Conseguimos manter-nos na 1ª Divisão Nacional, o nosso principal objectivo e bastante importante para o historial.”

Muitos anos, dois clubes, muitos treinadores…
A nível de treinadores que apanhei, acho que eram bastante competentes, sempre com a cabeça na equipa e com uma força de vontade para vencer sempre em cima. Ajudavam sempre os jogadores nos bons e maus momentos. Também foram importantes nas saídas para outros clubes, é claro.”

E os Estudos?
Em termos de estudos vou para o ano para a universidade para educação social.”

E chegamos aos seniores, altura das decisões…
Quando cheguei a sénior, fui para o Faro e Benfica. Tive o convite e então integrei-me no grupo. Um outro grupo, um outro grupo diferente (tive muitos ao longo dos tempos), pessoas desconhecidas e também um campeonato bastante diferente. Sentem-se sempre diferenças nas mudanças de escalão e de equipas.”

Quando chegaste a sénior tiveste outros convites ou promessas não cumpridas?
Em termos de promessas e convites, tive alguns. Tive algumas oportunidades que não soube aproveitar por burrice e culpa própria. Refiro-me, essencialmente, já como sénior de convites do Farense e do Messinense. Não sei porquê, optei simplesmente por não aparecer. Erros grandes porque oportunidades destas não aparecem todos os dias."

Sonhos e projectos para o futuro?
"Projectos imediatos!? Não tenho nenhum a não ser a universidade. Enfim, mesmo com estes erros, vou ter sempre o sonho de ir mais alto no futebol. Agora o meu momento é o Faro e Benfica."

Obrigado Campeão pela partilha. O sonho dispensa desistências, porque ninguém cumpre sonhos desistindo.

ETaylor

17/11/10

ENCONTRO COM DIOGO SANTOS

Sobre Diogo Santos escrevi na altura, época 2001/02: Um jogador superior para o escalão, que utilizamos como avançado e distribuidor. Elemento esquerdino muito forte tecnicamente; Excelente no 1x1; Capacidade de distribuidor, visão dimensionada. Segurança em todos os tipos de passe; Remate forte e colocado. Jogo de cabeça aceitável. Fisicamente forte apesar de franzino. Elemento evoluído para a idade.

Diogo Santos era realmente um jogador de outra dimensão para o escalão que se diferenciava dos demais. Para além das capacidades técnicas, era alto para a idade e já evidenciava outro tipo de maturidade, factos que impressionaram os olheiros das escolas do Sporting CP. Trabalhei com ele pouco tempo, praticamente meia época, mas tempo suficiente para admirar qualidades, mas também para corrigir euforias e transmitir realidades.

Na época 2001/02, o SC Farense conseguiu reunir, muito possivelmente, uma das suas melhores “fornadas” de Infantis A. Era realmente uma equipa superior, apenas prejudicada por pormenores que condicionaram a conquista de um título. A matéria-prima estava lá, apenas faltaram condições de estabilidade na fase inicial.

Lembro-me que no final da época participamos no torneio do Marítimo Olhanense em que perdemos na final com o Sporting CP por 1-0 (Jogou o Tiago Pinto, filho do João Pinto), mas que estivemos muito longe do que podíamos fazer. O nervosismo foi tão acentuado que as pernas pesavam toneladas e só acordamos na parte final do jogo.

Chegou a vez de ouvir o Santos sobre as suas recordações, nomeadamente as relacionadas com o escalão de infantis e da época 2001/02.
Bem! Para começar, tenho recordações de coisas que nunca mais me vou esquecer para a vida. Foi uma época que, como o mister sabe, inicialmente eu andava a treinar com os iniciados na altura e depois também ia treinar com os infantis que era o meu escalão, a minha equipa, os meus colegas. Depois a coisa resolveu-se e fiquei nos Infantis. Foi uma época que me marcou muito, tive um grande mister que sempre me apoiou, sempre puxou por mim e aprendi imenso consigo mister. Como o mister dizia, éramos os seus meninos e tínhamos uma Super equipa. Lembro-me até de falarmos que jogávamos na “Táctica da Pilinha”: 3.1.1.1 (risos).” Houve até quem a chamasse de “Táctica do Comboio”. Mas a partir daí podíamos sair para muitas variantes, como 3.2.1, 1.3.2 ou 1.2.3.
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Nessa época, em 22 jogos, disparamos com 15 jogos consecutivos sem perder…
Aquela segunda volta foi alucinante, praticamente só vitorias, grandes jogos, também estávamos sempre motivados, do melhor mesmo.”

Foi uma geração muito forte, inclusivamente a selecção do Algarve venceu o Inter-associações e tu tiveste uma afirmação muito rápida…
É verdade que tive uma afirmação rápida, e graças ao bom desempenho que tive tanto pessoal como colectivamente, estive naquela selecção do Algarve que venceu o Inter-associações.”

No final da época, a saída para o Sporting…
A saída para o Sporting, foi como um sonho cumprido para um menino que sonhava ser jogador de futebol. Lembro-me até que fui mais cedo para começar a treinar com o pessoal da equipa mais velha e depois é que passei para os da minha idade. No primeiro ano correu bem, joguei praticamente sempre todos os jogos e fomos campeões nacionais. Como se pode imaginar, senti algumas dificuldades porque é sempre complicado ficar longe dos nossos pais, da família e dos amigos que ficaram cá em baixo.”

E no segundo ano?
No segundo ano de iniciados, acho que cumpri, até porque jogava todos os fim – de - semana e até fomos novamente campeões. Só que depois, no fim da época, quiseram-me emprestar ao clube da minha terra, o SC Farense.”
O que tu não mencionas é que foste campeão nacional em Faro, a jogar pelo Sporting. Nessa época, 2003/04, o SC Farense realizou a sua melhor época no escalão de iniciados e foi a 4.ª melhor equipa nacional. Nessa altura jogaste contra ex-companheiros dos infantis. Para recordar, o Sporting venceu o Farense por 2-0 e as equipas alinharam assim:
SC Farense: Jorge Leitão; Luís Girou, Luís Oliveira, Ildefonso, Tiago Moreno; Pedro Eugénio, Toni, Francisco Maia, Ricardo Pereira; João Cláudio e David Pirralho. Jogaram ainda: Jorge Santos, João Fitas, Pedro Chanfana. *
Treinador: Tó-zé
Sporting CP: André Martins; Rui Figueiredo, Valter Fernandes, Tiago Pedrosa, Flávio Pina; Adrien Silva, Bruno Matias, Ricardo Fernandes, Helmut Figueiredo; Rui Lopes e Vivaldo Arrais. Jogaram ainda: José Mário e Diogo Santos. *
Treinador: Luís Gonçalves.

Apesar disso, jogar no Sporting duas épocas e nas duas épocas ser campeão nacional…
A experiência foi muito boa! Jogar na formação de um Clube grande; Ser Campeão Nacional; Estar rodeado de jogadores, considerados para a idade, como os melhores do nosso país…

Terminada a fase dos iniciados, o regresso ao Farense para jogar nos juvenis…
Sim! Nos juvenis regressei ao Farense, foi um ano muito complicado para mim. Complicado porquê? Porque tive um choque em ter vindo embora do Sporting e ter deixado lá amigos e tudo o mais. Foi o ano em que tive menos proveito do futebol, nem tinha vontade de jogar, apesar de jogar sempre. Também tive problemas a nível escolar, bem, foi um ano muito complicado e para esquecer.”

São sempre fases complicadas e no segundo ano conseguiste superar?
No segundo ano de juvenis já foi ao contrário, consegui realizar uma grande época.”

E nos juniores?
Nos juniores não estive no Farense, fui para o Louletano e cumpri lá os meus dois anos de juniores. Foram duas épocas que correram bem, principalmente o segundo ano em que a nível individual correu muito bem, sendo o melhor marcador da equipa. Foi bom!

E de repente chegas a sénior e enfrentas o maior teste…
No primeiro ano de sénior, fui premiado para integrar o plantel sénior do Louletano. Se calhar o maior erro que fiz foi lá ter ficado, porque foi um ano em que muito pouco joguei, não tive nenhuma visibilidade e no final da época fui embora. Sonhos haviam muitos, mas acabaram por ficar um pouco aquém do que eu acho que valia. Foi um ano muito complicado, porque por onde passei sempre estava habituado a jogar e de um momento para o outro, nem opção passava a ser. O primeiro ano é o ano em que nós precisamos mais de jogar para nos adaptarmos a uma nova realidade que é o futebol sénior.”

A partir daí o que fizeste? Fala dos clubes por onde passaste…
Os clubes todos por onde já passei foram SC Farense, Sporting CP, SC Farense, Louletano DC, isto em camadas jovens, e no futebol sénior o Louletano DC, FC Ferreiras e actualmente o JS Campinense.”

E quanto a estudos?
Quanto aos estudos estou a concluir o 12.º ano em informática."

E o SC Farense?
Não tenho nada a apontar ao Farense, é o meu clube do coração e ainda gostava de jogar nele.”

Em relação ao futuro, quais são os teus sonhos e projectos?
Os meus sonhos agora são terminar 12.º ano e depois ir para o mercado de trabalho arranjar emprego na minha área, e continuar a jogar.”

Obrigado capitão Santos! “Obrigado mister por tudo…abraço

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*Nota: A bold os jogadores com quem trabalhei nos infantis.
Foto: Diogo Santos o segundo em pé a contar da esquerda
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ETaylor

15/11/10

INFANTIS 2010/11 - 4.ª JORNADA

Fase I - Campeonato de Infantis Fut.7
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INFANTIS A

Na Série E, os Infantis A do SC Farense deslocaram-se a Montenegro para vencer por 2-0 o CD Montenegro.
Nesta Série, o SC Farense segue na liderança com 9 pontos, faltando conhecer o resultado do FC S. Luís em Tavira.
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INFANTIS B
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Na Série D, os Infantis B do SC Farense saíram derrotados por 5-2 na deslocação ao campo da Academia Sporting Faro.
Nesta Série, a Academia do Sporting de Faro segue isolado na frente da classificação. SC Farense, Escolas de Futebol de Faro e Geração de Génios parecem destinados a lutar por uma vaga no apuramento para a fase seguinte.
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Restantes Séries – Fase I – Campeonato de Infantis Fut.7:
Na Série A: Numa Série bastante competitiva, Portimonense, Escola João Moutinho, Lagoa, Odeáxere e Esperança de Lagos, discutem argumentos por duas vagas.
Na Série B: Casa Benfica de Portimão e Odeáxere seguem na frente com 4 jogos e 4 vitórias, enquanto o Portimonense continua perseguidor.
Na Série C: O Guia FC lidera com 3 jogos e 3 vitórias.
Na Série F: O Moncarapachense e o Beira-Mar de Monte Gordo assumem a liderança da Série.

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Informações Escolas SCF: formação SC Farense
Fotos: formação SC Farense

ETaylor

07/11/10

INFANTIS 2010/11 - 3.ª JORNADA

Fase I - Campeonato de Infantis Fut.7
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INFANTIS A

Na Série E, os Infantis A do SC Farense não jogaram nesta jornada por desistência da Academia Sporting de Faro.
Nesta Série, o SC Farense e o FC S. Luís (Folgou), mesmo sem jogarem, dividem a liderança.
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INFANTIS B
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Na Série D, os Infantis B do SC Farense receberam e venceram por 4-1 o Louletano DC.
Nesta Série, a Academia do Sporting de Faro, SC Farense e Escolas de Futebol de Faro, assumem a liderança.

Restantes Séries – Fase I – Campeonato de Infantis Fut.7:
Na Série A
: Lagoa, Odeáxere, Esperança de Lagos e Portimonense seguem na frente.
Na Série B: Odeáxere, Casa Benfica de Portimão e Portimonense dividem o pódium.
Na Série C: O Guia FC lidera com 3 jogos e 3 vitórias.
Na Série F: O FC Bias lidera com 3 jogos e 3 vitórias.
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Nota: Entretanto começou o Torneio Complementar de Infantis Fut.11, antes do campeonato. Sinceramente, a lógica disto deve residir algures, porque ninguém conseguiu esclarecer. Não me consigo identificar com este novo modelo de competição reservado ao escalão de Infantis e por certo, o erro é meu.

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Informações Escolas SCF: formação SC Farense
Foto Infantis B: formação SC Farense

ETaylor

05/11/10

REVER JOÃO FITAS

Infantis A - 2002/03 - Fitas o 2.º da esquerda

Infantis A - 2002/03 - Fitas o 3.º da esquerda em pé

Infantis B - 2001/02 - Fitas o 1.º da direita em pé

É muito fácil falar ou escrever de e sobre João Fitas. Um praticante aplicado, rigoroso, esclarecido e inteligente. Um elemento apreciado no seio do grupo pela seriedade e sentido de responsabilidade e coesão que representava e transmitia.

Lembro-me de num treino estarmos a realizar determinado exercício do processo defensivo que não estava a sair como eu pretendia. Informei o grupo que não estavam a progredir. João Fitas ao invés de refilar pelas repetições, disse: “Então ensine-nos, mister!” E ensinei, acho que bem.

Vamos falar de recordações, nomeadamente dos Infantis…
As recordações são as melhores sem dúvida, pois os infantis foram os primeiros anos de uma longa caminhada vitoriosa a representar o SC Farense. Foi neste escalão que pela primeira vez fui capitão, mesmo sem perceber quais as funções que o cargo exigia; foi nos infantis que conquistámos o primeiro título e formou-se desde logo um núcleo de amigos que se iria manter por vários anos, sem esquecer um dos treinadores mais marcantes pela emotividade que transmitia aos jogadores.”
A nomeação para capitão da equipa nunca esteve dependente daquilo que Fitas fazia ou devia fazer em campo, mas simplesmente pela atitude e postura que sempre demonstrou em todos os momentos.

Comecei a trabalhar no SC Farense em 2001, para treinar a equipa de Infantis B. Naturalmente, não conhecia os praticantes, nem a sua forma de jogar, nem as suas posições de preferência. A solução passou por dar bola, muita bola e liberdade para se posicionarem para poder avaliar. Chegou a uma fase em que tinha de começar a definir posições e a formar o esqueleto da equipa. Juntei o grupo e disse: “Preciso de alguém que se defina como central!” Ninguém avançou para não influenciar a escolha. Perante a minha insistência, João Fitas avançou: “Tenho jogado a central, posso jogar a central.” Virei-me para ele e disse-lhe: “Muito bem! Serás o Central e a constituição da equipa vai começar por aí.” E começou!

Sobre João Fitas, escrevi na primeira época: “Um jogador com um carácter que ficará na minha memória, sempre disponível para aprender e evoluir, sempre generoso. Foi o central que a equipa precisava.”

Foi com 10 anos que entrei para as escolas do SC Farense e comecei a jogar a central, lugar que continuei a ocupar no primeiro ano de infantil. No segundo ano o mister Emídio avançou-me no terreno para médio defensivo, também fruto da chegada de um dos melhores centrais que já vi jogar, o Luís Oliveira.”

Na segunda época escrevi sobre João Fitas: “Elemento proveniente da época anterior. Um jogador de forte personalidade e disciplina, foi uma aposta ganha como trinco e um dos alicerces da equipa.”

O Farense conquistou o campeonato na última jornada com um ponto de avanço sobre o Quarteirense e 2 sobre o Louletano. No último jogo, vencemos o Inter de Almancil, em Almancil, por 4-3. Queríamos terminar o campeonato com dignidade e manter a esperança que o Quarteirense não vencesse em Vila Real. No fim do jogo, a noticia que o Quarteirense tinha perdido o jogo decisivo. “Esse segundo ano foi muito importante, pois ganhar um campeonato na última jornada é inesquecível para qualquer jogador.

A mudança de escalão, nomeadamente a de Infantis para iniciados não é fácil. Um futebol diferente…
Em iniciados na primeira época joguei a espaços o que era compreensível dada a qualidade da equipa que alcançou aquele 4.º lugar no nacional, sendo que os jogos contra o FC Porto e o Belenenses foram muito marcantes.“

Ultrapassada a fase de adaptação e da concorrência, o segundo ano correu…
Na segunda época fui mais uma vez capitão e joguei habitualmente a titular embora não tenhamos chegado à 2.ª fase.”

Nos Juvenis…
Nos juvenis destaco o segundo ano, 2006/07, onde fomos á segunda fase, onde jogamos com "casa cheia” frente ao Benfica e onde se reuniu uma equipa fantástica, com muita qualidade, com um grande espírito e por isso tenho de eleger esse ano como o melhor para mim, a par da época de infantil quando fomos campeões distritais.”

Chegada aos juniores e outro andamento competitivo…
Nos juniores só joguei um ano em circunstâncias diferentes e com uma forma distinta de encarar o futebol, sendo certo que me arrependo de não a ter aproveitado ao máximo.”

Entre os estudos e o futebol escolheste… os estudos!
Hoje estou no 3.º ano em direito, a estudar em Lisboa e os meus objectivos passam por esta área. Desde cedo percebi que não tinha qualidade para ser jogador de futebol, que esse sonho não é para todos, ainda assim, sempre adorei tudo o que envolvia uma equipa de futebol. Embora nunca tenha sido um indiscutível, é com muito orgulho que vejo o meu passado no clube, ao qual só posso agradecer por me ter proporcionado quase nove anos de futebol e quando digo isto refiro-me a treinadores, dirigentes, roupeiros, motoristas… Dos treinadores destaco todos pois foram vários os que tive por mais de um ano: mister Emídio, mister Tozé e mister Nuno e os outros dois que foram o mister Arlésio e o mister Serôdio.”

E quando chegaste a sénior, nem um apelo!?
Eu cheguei a sénior já sem jogar futebol como federado, mas continuo a jogar à bola o que não é o mesmo que jogar futebol. Nunca tive promessas, nunca me passou pela cabeça chegar a sénior do SC Farense mas reconheço que seria um dos maiores prazeres da vida. Considero que o clube só tinha a ganhar com uma aposta contínua nos jovens, principalmente nos que carregaram o símbolo e representaram o clube durante tanto tempo, nem que fosse através de empréstimos a clubes de escalão inferior e quem sabe passados uns anos, consoante a evolução, chamá-los à equipa principal.”

Agora quais são as próximas etapas? Quais são os teus sonhos e projectos?
Daqui para a frente só penso numa vertente académica, sendo que estarei sempre disponível para uma futura contratação do SCF, se quiserem apostar num trinco de peso (excessivo neste momento) pois penso que seria uma aposta certeira. A sério, desejo o melhor para o clube, que continue a ser o orgulho do Algarve e que as camadas jovens possam percorrer todos os escalões de formação até à equipa sénior.”

Muito bem Capitão! Joga sempre da mesma forma em qualquer actividade que serás de certeza um campeão.
Muito obrigado pela oportunidade de falar sobre coisas que deixaram marcas e que irão para sempre representar um papel importante na vida de cada um.” Eu é que agradeço o teu contributo.

ETaylor

03/11/10

INFANTIS 2010/11 - 2.ª JORNADA

Fase I - Campeonato de Infantis Fut.7
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INFANTIS A

Na Série E, os Infantis A do SC Farense somam e seguem: Na primeira jornada o SCF recebeu e venceu o Ginásio Tavira por 6-2 e na segunda jornada deslocou-se a Olhão para vencer o SC Olhanense B, repetindo o resultado de 6-2.
Nesta Série, em que a Academia Sporting de Faro desistiu, o SC Farense e o FC S. Luís dividem a liderança com 6 pontos.
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INFANTIS B
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Na Série D, os Infantis B do SC Farense venceram por 11-3 o CD Montenegro na primeira jornada e folgaram na segunda jornada por desistência do SR 1.º de Janeiro.
Nesta Série, a Academia do Sporting de Faro segue na frente depois de vencer o Imortal DC por 29-2 e as Escolas de Futebol de Faro por 6-0.
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Nota: Imortal DC, o Louletano DC, CDR Quarteirense, SC Olhanense, FC Ferreiras, UD Messinense, SR 1.º de Janeiro, Lusitano FC, CF Esperança de Lagos, decidiram apostar no futebol de 11 em Infantis.


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Informações Escolas SCF: formação SC Farense
Foto Infantis A: formação SC Farense

ETaylor

30/10/10

COMEÇOU O CAMPEONATO DE INFANTIS

Mesmo sem ter acesso aos resultados completos da primeira jornada no site da AFA, facto que se deve também à falta de sentido de colaboração dos diversos clubes em competição na comunicação dos seus resultados, começou a Divisão Única do campeonato de Infantis Fut.7.

Dos resultados conhecidos da primeira jornada registam-se: Imortal -2-Academia Sporting Faro-29; SC Farense-11-Montenegro-3; Portimonense-20-Alvorense-1; Guia-3-Portimonense-9; Marítimo Olhanense-10-Quatro ao Cubo-2; Odeáxere-12-Salir-2; Almancilense-2-Guia-9; Vaqueiros-1-Bias-9. Resultados que espelham um dos pecados do novo modelo de competição, porque existem outros.

De salientar que a inovação do futebol de 11 no escalão, também vai retirar alguma qualidade às competições do futebol infantil. Entende-se a implementação de uma competição de infantis de futebol de 11, numa fase preparatória de transição para iniciados, em final de época e em corpo de torneio complementar. Não como opção competitiva. Assim, corre-se o risco de não valorizar coisa nenhuma.

Tudo menos misturar tudo!

Isto sem falar na organização dos jogos, nos campos, nas desistências, nos grandes e pequenos, nas escolas e clubes, na descaracterização, na assiduidade da arbitragem…

ETaylor

17/10/10

CAMPEONATOS DE INFANTIS

Para a Época 2010/11, a AFA resolveu organizar duas competições no escalão de Infantis: O Campeonato de Infantis em Futebol 7 e o Campeonato de Infantis em Futebol 11. Da mesma forma, decidiu introduzir alterações no modelo de competição dos Infantis Fut.7, com a implementação de uma divisão única. Iniciativas com prós e contras que o tempo se encarregará de aferir. Pelo menos as equipas jogarão mais vezes e terão menos paragens na competição, mas, se calhar, com menos árbitros para apitar.

FUTEBOL DE 7
O novo Regulamento do Campeonato Distrital de Infantis (Fut.7) institui uma divisão única com 56 equipas e prevê 5 fases de competição:

A 1.ª Fase será disputada em sistema de poule por pontos e a duas voltas. As equipas serão divididas em 6 séries. Os 4 primeiros classificados de cada série passarão para a segunda fase (24 equipas). As restantes equipas (32) serão incorporadas no Torneio Complementar, em modelo idêntico.

A 2.ª Fase também será disputada em sistema de poule por pontos e a duas voltas. Os clubes serão divididos em 6 séries de 4 equipas, em obediência a critérios estabelecidos. Qualificam-se para a fase seguinte os vencedores de cada série e os dois melhores segundos classificados, num total de 8 equipas.

A 3.ª Fase, que serão os quartos de final da competição, será disputada em sistema de eliminatórias a 1 mão, com o vencedor a garantir apuramento directo para as meias-finais. Os 4 jogos desta fase serão disputados em campo neutro, a determinar pela AFA.

A 4.ª Fase, que serão as meias-finais, será disputada em sistema de eliminatória a 1 mão, com o vencedor a garantir o apuramento para a final. Os 2 jogos desta fase serão disputados em campo neutro, a determinar pela AFA.

A 5.ª Fase, ou Final da competição, será disputada em apenas 1 jogo e em campo neutro a determinar pela AFA.

O SC Farense irá participar com duas equipas, uma na Série D (Juntamente com Imortal DC, Inter Almancil, Louletano DC, Academia Sporting Faro, Geração de Génios, CD Montenegro, Escola Futebol de Faro, FC S. Luís, SR 1.º de Janeiro) e outra na Série E (Academia Sporting Faro, Geração de Génios, CD Montenegro, FC S. Luís, Marítimo Olhanense, SC Olhanense, Ginásio Tavira, Lusitano FC VRSA).

O Campeonato de Infantis Fut.7 começa a 23 de Outubro e na primeira jornada o SC Farense recebe o CD Montenegro (Série D) e o Ginásio de Tavira (Série E).

FUTEBOL DE 11
A novidade da época reside na realização de um campeonato de Infantis em Fut.11. Participam na competição o Imortal DC, o Louletano DC, o CDR Quarteirense, SC Olhanense, FC Ferreiras, UD Messinense, SR 1.º de Janeiro, Lusitano FC, CF Esperança de Lagos. O Campeonato começa a 20 de Novembro.

Considerando o número reduzido de adesões, o campeonato será complementado com um torneio suplementar.

ETaylor

12/10/10

RECORDAR COM RICARDO PEREIRA

Sobre Ricardo Pereira escrevi e coloquei em relatório de final da época 2001/02 dos infantis: Aposta pessoal na posição de trinco. Elemento esquerdino tecnicamente evoluído, falso lento com sentido posicional e disciplinado tacticamente. Bom recuperador de bolas, supera flutuações físicas com determinação e empenho. Segurança no passe curto, capacidade no passe médio/longo.

2001/02. Uma equipa fantástica de infantis A. Jorge Leitão, Tiago Moreno, Diogo Santos, David Pirralho, Ricardo Pereira, Francisco Maia, Luís Girou, Pedro Chanfana, Tiago Cardoso…
As recordações que tenho dos infantis do Farense são as melhores. São tempos que vou recordar para sempre: O grupo de trabalho, os misteres Vítor e Emídio e uma excelente equipa. Um grupo 5 estrelas em que nos dávamos todos bem e que até hoje continuamos com a mesma amizade que tínhamos nessa altura.”

Vítor Mosca foi o técnico que iniciou a época e deparou-se com dificuldades inesperadas, nomeadamente com iniciação tardia de preparação para o campeonato, ausência de jogadores fundamentais, algumas dores de crescimento e entrada precoce em competição. Com tudo isso, a equipa iniciou muito mal a época. Entretanto, ainda antes de terminar a 1.ª volta, Vítor Mosca teve de afastar-se por motivos profissionais e a Direcção do Farense solicitou que eu estendesse o meu contributo a esta equipa, já que era responsável pelos Infantis B.
A partir daí fizemos 15 jogos consecutivos sem perder. Em fase de recuperação, a equipa conseguiu um 2.º lugar (Entre 12 equipas) e convém registar que na 2.ª volta não perdeu qualquer jogo, cedendo apenas 2 empates.
Na segunda volta dos infantis não demos hipóteses a ninguém. Ninguém nos parava.” O Campeão desse ano foi o Lusitano de VRSA, onde jogava o Conduto, e na segunda volta vencemos por 3-0.

Outra nota importante. Em 2003, confirmou-se o convite de participar no torneio em Espanha, o IV MACAEL CUP 2003. Tínhamos ganho o campeonato de Infantis A, 2002/03, e este seria o culminar de uma época extraordinária. Como responsável dos Infantis A, conhecedor da competição (destinada a iniciados de 1.º ano) e anterior treinador dos infantis A de 2001/02, que estiveram na edição anterior, decidi fazer uma selecção de valores para convocar e premiar todos. Convoquei:
Iniciados de 1.º Ano: (5) Luís Girou; Ricardo Pereira; Pedro Chanfana; David Pirralho e Tiago Cardoso. Tive pena do Francisco Maia e do Tiago Moreno estarem lesionados. O Diogo Santos estava no Sporting CP.
Infantis A: (7) David Farias; Pedro Eugénio; Luís Oliveira; Jorge Santos; João Fitas; André Uva e Álvaro Gomes.
Era uma “fornada” que faria história no futebol de formação do SC Farense. Foi um torneio extraordinário que terminou com uma derrota na final por 2-1, após prolongamento, frente ao Sevilha.
Estive duas vezes em Espanha no Torneio Macael, em ambas as vezes foi espectacular, mas no segundo ano fomos mais preparados e apenas falhou a final com o Sevilha. Era um grupo espectacular, o mister e dirigentes 5 estrelas como o Cartaxo e o Toni. Estes são momentos que nos marcam para a vida.” .
Lembro-me que antes do jogo da final, disse ao Cartaxo e ao Toni: “Se eles jogarem com 2 avançados ganhamos o jogo, o Oliveira e o Pereira arrumam a casa”. A teoria era simples e dependia da qualidade e experiência dos jogadores na alternância do sistema: Nós jogávamos sempre em 3-2-1, mas se eles aparecessem com um 3-1-2, nós alterávamos para 2-3-1, com o Oliveira e o Pereira no eixo defensivo, os laterais subidos e o resto a equipa sabia o que fazer. Acontece que nesse jogo da final o Pereira lesionou-se e não acabou o encontro, facto que nos obrigou a alterações no modelo.

Sempre reconheci no Pereira condições para jogar ao mais alto nível. Coloquei-o a jogar a trinco nos infantis porque considerei que essa seria a sua posição de qualidade quando se transferisse para o Futebol de 11. Apesar de ter um bom pé esquerdo para jogar em várias posições, as condições morfológicas e a velocidade eram condicionantes para o lugar de defesa esquerdo. A capacidade de recuperação de bolas, a amplitude que oferecia ao jogo, a estrutura física que já apresentava e a qualidade do passe curto e longo, faziam adivinhar um médio centro em potência e que o tempo se encarregaria de confirmar. Era uma espécie de Redondo.
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Quando passou para os iniciados, só no segundo ano recuperou o seu lugar.
A primeira época de iniciados é para esquecer. Jogava a defesa esquerdo e a época não correu muito bem. A minha melhor época foi nos iniciados de segundo ano, onde jogava quase sempre a médio centro. Acho que fiz uma grande temporada. Foi aí que depois fui contratado pelo FC Porto.”

Surge a oportunidade FC Porto, o sonho de representar um grande e cimentar aspirações:
A experiência no FC Porto foi fantástica, apesar de não ter jogado tantas vezes como queria e esperava. Valeu a experiência.”

O regresso ao berço, SC Farense:
No regresso ao SC Farense correu tudo bem. Fomos à segunda fase do Nacional de Juniores, mas depois apanhamos o Sporting e não conseguimos chegar à fase final.”

Que aconteceu no teu segundo ano de Juniores? Esperava-se que as gerações de 2001 e 2002 se voltassem a juntar para fazer novos registos históricos:
Em relação ao clube Farense, vou ser sempre do Farense o resto da vida. É o Clube do meu coração. Mesmo apesar de algumas coisas que me fizeram na minha segunda época de juniores. Queria ir para o Louletano porque era a última oportunidade que tinha para jogar na primeira divisão de juniores e fizeram tudo para isso não acontecer. O Louletano teve de pagar 5 mil euros para me libertarem. A partir daí, nunca mais ninguém do Farense me disse nada, nem se lembraram dos tempos que tive na formação do Farense, nem se lembraram que quando fui para o FC Porto, o Farense também ganhou com a transferência.”

Quanto a estudos? Fiquei pelo 9.º Ano!

Bom! Apostaste no futebol. Tanta experiência em tão pouco tempo, passaste por clubes, por treinadores, por dirigentes, que ensinamentos?
O Futebol também é uma escola. No Farense tive grandes treinadores como mister Emídio nos infantis, mister Tózé nos iniciados, o mister Pedro Moreira nos juniores. O mister José Guilherme no FC Porto, que foi até há pouco tempo o preparador físico da Selecção Nacional do tempo do Carlos Queiroz. E agora tenho no Ferreiras um excelente mister e uma grande pessoa que é o mister Ricardo.”

E chegamos aos seniores! Tiveste convites? Conta como foi:
Quando cheguei a sénior tive alguns convites, mas escolhi o FC Ferreiras, Clube 5 Estrelas, onde me mantenho até hoje. O FC Ferreiras foi o clube que me abriu as portas do futebol sénior, estou agradecido por tudo, nunca falhou com nada do que prometeu e tem pessoas que gostam muito do clube e acima de tudo muito competentes. Apesar de ter recebido propostas de outros clubes do Algarve, decidi continuar no Ferreiras, não só pelas excelentes condições que o clube oferece, mas também pelas pessoas que são fantásticas.”

Só por curiosidade, jogas em que posição? A médio-esquerdo!

Para terminar, quais são os teus sonhos e projectos?
"O meu sonho é ainda poder jogar na I Liga, apesar de eu saber que é muito difícil. Mas ainda sou novo e é natural que queira jogar num Clube de maior dimensão".
Ponto. Paragrafo. Ainda vamos ter muito Ricardo Pereira se ele for teimoso e perseverante nas conquistas. Para isso, é preciso “treinar como joga e jogar como treina”.
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Nota: Nas duas fotos, o Pereira é o 3.º a contar da esquerda, em cima. Na primeira foto o último jogo da época em Lagos. Na segunda foto, Macael 2003.
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ETaylor

07/10/10

DIVISÃO ÚNICA NOS INFANTIS


Acredito que quando se inventou a separação dos campeonatos por divisões, não só dos infantis, se estava a pensar na selecção qualitativa de todos os valores envolvidos. Ou seja, tornar os campeonatos mais competitivos, selectivos e exigentes. Com isso potenciar as qualidades das equipas e dos jogadores, numa lógica de evolução e crescimento, em competição adequada. De igual forma, defender a evolução natural e gradual dos jovens praticantes menos capacitados para resposta imediata.

É obvio que os níveis de exigência determinam as competências e o facilitismo tem condução contrária. Tal como exigências precoces têm efeitos nefastos.

Sempre defendi que o escalão de Infantis deve ser o “estágio” indicado e adequado, daí a graduação B e A, na transferência para o escalão seguinte de maior exigência competitiva e muito mais selectivo, como é o escalão de iniciados.

Por isso, tenho alguma dificuldade em perceber as razões da AFA ter decidido eliminar as divisões dos campeonatos de Infantis e ter implementado uma Divisão Única, dividida em 6 séries, sem diferenciação. Ou seja, deixa de existir primeira e segundas divisões no escalão de infantis.

Alguma razão haverá para tal decisão! mas da mesma forma se questiona: Servirá este modelo os interesses do futebol infantil?

Aguardo que alguém me esclareça, porque esclarecido não estou.

Nota: Parece que está previsto um campeonato de Infantis de futebol de 11. As minhas dúvidas residem em factos residuais: Praticantes preparados como? Para jogar onde, quando e a que horas? Quantas equipas irão participar?
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ETaylor

03/10/10

Á CONVERSA COM RAUL CURVELO

Época 2001/02. Nova época de futebol da formação, novas expectativas, nova “fornada”, novo ciclo para todos. Como em todos os inícios de época. Nos Infantis B, foram integrados dois jogadores com idade de escola, a saber: Paulo Pinto e Raul Curvelo.
Curvelo, era um miúdo deslocado de escalão que não sentia a diferença de idades e que enfrentava qualquer desafio sem complexos de inferioridade. Era um miúdo que se fazia acompanhar sempre com uma bola. Era como se a bola fosse uma extensão do seu corpo. Brincava com ele dizendo que mesmo a dormir não se separava dela. E se calhar, não!

Com os treinos e com os jogos, fui descobrindo que aquilo não era só paixão pela bola, era também um miúdo com potencialidades para descobrir o futebol. Pelo menos o seu futebol. Rapidez de execução, técnica simples nos processos ofensivos, objectividade, instinto e eficácia na área e zona de finalização, sempre em escapatória do contacto físico. Tudo isto levou-me a pensar que tinha descoberto um avançado centro de futuro assegurado. Seria uma das apostas para a época seguinte, para desenvolver trabalho nessa área específica.

No final, da única época em que trabalhei com ele escrevi no relatório qualquer coisa como: "Tal como Paulo Pinto um jovem escola que evoluiu neste escalão. Um avançado puro que precisa de ser conduzido de forma adequada. Apostei comigo próprio que seria um avançado centro de futuro assegurado."

Com isto na memória, resolvi ouvir o Curvelo, alguns anos depois e agora que chegou ao futebol sénior, pedindo-lhe para fazer uma retrospectiva da sua passagem pela formação. Fala-me dos infantis. “Bons momentos sem dúvida, costuma-se dizer que a primeira impressão é a que fica e realmente penso que os infantis são a imagem disso mesmo, os primeiros colegas de equipa, os primeiros jogos a sério, os primeiros treinadores, as primeiras bases, por assim dizer. Penso que foi uma das muitas razões para hoje ainda ter uma paixão enorme pela bola. O grupo de trabalho que tínhamos também ajudou muito, com muito potencial e sobretudo uma grande amizade que ainda hoje permanece.”
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Um escolinha a intrometer-se nos infantis…”Lembro-me de na altura, antes de começarem os treinos de infantis me darem a triste noticia que nesse ano não iria haver equipa de escolas. Andei uns tempos com a cabeça ás voltas e a pensar no que iria fazer, até que recebi a informação que eu e mais um grande amigo, o Paulinho (na altura também escola e na mesma situação que eu) iríamos integrar a equipa de infantis. É sempre produtivo treinar com colegas mais velhos, com nível superior ao nosso, com mais exigências de aprendizagem. Assim tive de dar mais de mim, de me esforçar ao máximo para ter um lugarzinho no plantel. Felizmente correu tudo bem, formamos um grande grupo, de grande amizade e no ano seguinte esses mesmos colegas (Na altura eu tinha ficado no escalão da minha idade) viriam a conquistar o primeiro lugar do campeonato de infantis.”
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Tiveste 3 anos de infantis, facto que não é normal! “Três aninhos, três aninhos de alegria, de tristezas, de emoções fortes. Com aquela idade, aquela rotina de treinos - jogos, jogos – treinos, não é para qualquer um! É preciso gostar muito do que se está a fazer. Mas, os bons balneários que tínhamos eram uma boa razão e talvez a principal para continuar ano após ano."

Vamos por partes, recuando um pouco e recuperar esses três anos de infantis. No primeiro ano…”O primeiro mister que tive nos infantis foi o mister Emídio Taylor, uma grande pessoa, um excelente profissional, e o mais importante, um grande amigo. Porque naquela idade conta mais ter um treinador que saiba ser nosso amigo do que um treinador que encare os treinos e os jogos como se tivesse a treinar juvenis, juniores ou seniores. Penso que foi a chave para o sucesso da nossa equipa, sabíamos que chegava aquela hora do treino e todos os problemas eram postos de lado, treinava-se a brincar, mas não se brincava com o treino.
Recordo-me, por exemplo, de um episódio em Ayamonte, num torneio de infantis B, jogávamos contra uma equipa espanhola e o jogo acabou empatado. De seguida fomos a penaltys, o mister escolheu-me para ser eu a bater a última penalidade. O coração batia mais forte, só via o guarda-redes e a baliza á frente, as minhas pernas tremiam, chutei e acabaria por falhar o penalty. De seguida eles marcaram e nós perdemos. Nem queria acreditar! Naquela idade, este tipo de situações têm um peso muito grande. Desatei a chorar e quando pensava que estavam todos chateados comigo foi então que o mister Emídio, com uma palmadinha nas costas, me disse algo do género: " Vamos Curvelo, acontece! os melhores também falham!". São estes pequenos gestos que ficam gravados mesmo com o passar dos anos."
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Sinceramente, e apesar da maior exigência competitiva, esperava poder contar com o Curvelo no segundo ano de Infantis. Mesmo porque queria dar continuidade ao trabalho desenvolvido e reforçar a aposta nas qualidades ofensivas do jogador, a quem tinha diagnosticado potencialidades de avançado. No entanto, as necessidades de escalão imperaram de forma pacífica, porque estavam em causa os superiores interesses do SCF.
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Posto isto, na época seguinte e seguintes, perdeu-se um avançado e ganhou-se um distribuidor. Como foi? “Na época seguinte fiquei um pouco desiludido, pois pensava que iria continuar com a equipa e transitar para infantil A, mesmo com idade de infantil B. Mas tal não foi possível e acabei por integrar, eu e mais o Paulinho, a equipa B. Escalão onde encontrei o mister Bentinho e o mister Nuno, dois treinadores de gerações diferentes. O mister Bentinho com toda a sua escola de futebol, muito exigente mas com um coração enorme. Tenho pena de ter perdido contacto com ele. O mister Nuno Estevam, penso que era o seu começo como treinador, com muita vontade de aprender. Na época seguinte, a minha terceira, o mister Nuno acabaria por vir a pegar na equipa. São muitos os episódios que tivemos juntos, a maioria muito bons.”

Curvelo! Serviço cumprido em todos os escalões de Formação do SC Farense, vamos lá esmiuçar isso, começando pelos iniciados…”Nos iniciados foi um pouco complicado. A transição de futebol 7 para futebol de 11 não é fácil, lembro-me de comentar com colegas meus que o campo parecia que não tinha fim. No primeiro ano joguei para aí uns 4 jogos, na altura ainda era médio-centro. Na época seguinte recuaram-me para lateral direito (posição que jogo ainda hoje), jogava a titular e penso que joguei todos os jogos.”

Navegando pelos juvenis…"No primeiro ano de juvenis, penso que foi o da minha afirmação. Tínhamos um grupo muito bom, com grande qualidade e com grandes jogadores. Á partida estava mentalizado que não ia ter muitas hipóteses, mas com o passar dos treinos fui vendo que se calhar até não iria ser assim tão difícil, bastava apenas trabalhar e esforçar-me ao máximo. Comecei a jogar como lateral direito naquela equipa fantástica, com grandes jogadores, como o Oliveira, o Alvarinho, o Piçarra, o André Ferreira, o João Fitas…, jogadores excepcionais, mais velhos que eu. Acabámos o campeonato em segundo lugar com os mesmos pontos que o primeiro, se bem me lembro, o Vitória de Setúbal. Apuramo-nos para a segunda fase onde jogámos contra Benfica, Marítimo e Barreirense. Ficamos em segundo lugar do grupo e no fim em 6.º lugar a nível nacional. Aprendi muito nesse ano, o treinador era o mister Nuno Ramos. Foi talvez, a época mais importante para saber se era mesmo aquilo que queria ou não.”
E no Segundo ano…”Na época seguinte saíram muitos jogadores porque eram de segundo ano e entraram outros. Tínhamos uma boa equipa também, mas as coisas não correram bem, mudamos de treinador, começamos a época com o mister Cartaxo e acabamos com o mister Ferrinhos. A mudança não foi fácil, éramos muito apegados ao mister Cartaxo. Ao início não aceitamos muito bem a vinda do mister Ferrinhos, mas depois com o tempo fomos conhecendo-o melhor e começamos a gostar dele, mas o mal já estava feito, estávamos numa posição muito complicada na tabela classificativa e acabámos por descer de divisão.”

Chegamos aos juniores, o escalão da aferição. “O meu primeiro ano de júnior foi espectacular, onde voltei a encontrar os companheiros do primeiro ano de juvenis. Estávamos a disputar a primeira divisão nacional, onde já entravam equipas como o Benfica, o Sporting, Belenenses, Nacional da Madeira, etc... E onde jogavam muitos jogadores que jogam hoje na primeira e segunda ligas. Conseguimos o objectivo, a manutenção, que era muito difícil devido à competitividade e qualidade daquele campeonato. O mister Serôdio teve um papel fundamental, tinha acabado de subir aquela equipa, no ano anterior, e esperava-o um grande desafio. Foi um dos melhores treinadores que tive até hoje, talvez até o melhor. Sabia perfeitamente as dificuldades que iríamos encontrar durante o campeonato e preparou cada jogo da forma mais adequada. Sabíamos que não dava para jogar contra equipas como Benfica ou Sporting, de olhos nos olhos, por isso jogávamos com 5 defesas e apostávamos no contra-ataque. Como tínhamos jogadores muito bons na frente, fizemos muitas surpresas ás melhores equipas, como a vitoria na Madeira frente ao Nacional. Nesse jogo, levámos um massacre de todo o tamanho mas, como éramos muito organizados a defender e muito fortes na frente, com jogadores como Alvarinho e o André, que faziam a diferença, acabamos por ir duas vezes á baliza do Nacional e ganhamos por 2-0. Foi talvez o resultado mais importante e com um sabor muito especial. Tínhamos um grande grupo e uma direcção com grandes pessoas como o Senhor “Manel”.”

Antes de mais, e os estudos? “Este ano vou acabar o 12.º Ano.”

Chegamos então à transição para os seniores…”Transição de júnior para sénior? Minha nossa! É difícil quando se dá a "vida" por um clube e chegar-se a sénior e darem-nos um chuto no rabo sem justificação e sem uma palavra sequer. Foi talvez a maior desilusão da minha vida como jogador de futebol. Damos por nós a pensar para que serviu todos aqueles anos com aquele emblema ao peito, o nosso clube do coração, desde pequenino. O meu maior sonho e penso que o de qualquer miúdo, quando começa a jogar futebol é chegar á equipa principal, e eu não fugia á regra.”
É evidente alguma mágoa…"Tinha uma paixão muito grande pelo Farense, afinal de contas foi quase uma vida desportiva dedicada àquele clube; foram muitas as pessoas que conheci; foram muitas as emoções vividas; desde os 5/6 anos até aos 19 anos a jogar lá, penso que merecia ao menos uma palavra de conforto e agradecimento. Não quero dizer que tivesse hipóteses ou condições para ficar no plantel sénior mas, o que me custou foi nem sequer ter recebido uma chamada a informar se contavam ou não, comigo. Simplesmente foi como se nunca tivesse jogado naquele clube. No entanto, guardo ainda um grande carinho pelo Farense e por tudo o que vivi lá.”
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Deve ter sido uma fase bastante complicada. E depois? “Demorei ainda um tempo a assimilar as coisas e a ideia de deixar de jogar futebol ocorreu-me muitas vezes pela cabeça.”
Deixa-te de coisas…"Passei o verão todo sem saber o que iria fazer esta época (2010/11), ninguém me ligava e não tinha nenhum convite. A única pessoa que me tentou ajudar foi o Sr. Idalécio. É de admirar uma pessoa que me conhecia apenas dos treinos dos seniores, quando eu era chamado dos juniores, ter uma bondade tão grande.”
O apoio que todos precisam e que poucos estão dispostos a dar. “O Sr. Idalécio fez de tudo para me ajudar, desde levar-me a torneios durante o verão, onde estavam pessoas com muitos conhecimentos, de falar com vários treinadores. Conseguiu convencer o treinador do CDR Quarteirense a levar-me para lá onde ele também vai jogar este ano. Assim, ficou combinado ir lá treinar quando começassem os treinos.”
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No entanto…"Até que uma noite, recebi uma chamada do mister Tozé a convidar-me para ir para o UD Messinense que esta época vai jogar na 3.ª Divisão Nacional. Não pensei duas vezes, liguei ao Sr. Idalécio e pedi-lhe uma opinião, ele disse-me para aproveitar porque era uma oportunidade muito boa. E assim foi, estou a jogar no União de Messines, onde me acolheram super bem.”
O Idalécio foi um grande amigo! “Não posso deixar de agradecer ao Sr. Idalécio, foi sem dúvida uma das melhores pessoas que conheci, um grande amigo e uma pessoa com um coração enorme, que me ajudou a superar uma fase difícil.”

Agora quais são as próximas etapas? Quais são os teus sonhos e projectos? “Quando somos miúdos temos muitos sonhos, sonhos que passam por chegar á primeira liga, ou a um clube grande, ou jogar pela selecção, os habituais sonhos de criança. Eu tinha esse sonho e acreditava plenamente que ia conseguir. Mas com o passar dos anos vamos amadurecendo e vendo as coisas como realmente elas são. É muito difícil! Em 100, 1 ou 2 conseguem chegar longe e na maioria das vezes nem isso. Hoje, os meus projectos são muito diferentes de quando tinha 10/11 anos. Quero aprender ao máximo, trabalhar e tudo o que vier é por acréscimo.”

Muito bem miúdo, caminha em frente porque para trás não é caminho. “Um grande abraço mister, foi um prazer, obrigado pelos momentos que tivemos juntos. "Treina como jogas e joga como treinas ". Obrigado eu, por este momento.

ETaylor