30/10/10

COMEÇOU O CAMPEONATO DE INFANTIS

Mesmo sem ter acesso aos resultados completos da primeira jornada no site da AFA, facto que se deve também à falta de sentido de colaboração dos diversos clubes em competição na comunicação dos seus resultados, começou a Divisão Única do campeonato de Infantis Fut.7.

Dos resultados conhecidos da primeira jornada registam-se: Imortal -2-Academia Sporting Faro-29; SC Farense-11-Montenegro-3; Portimonense-20-Alvorense-1; Guia-3-Portimonense-9; Marítimo Olhanense-10-Quatro ao Cubo-2; Odeáxere-12-Salir-2; Almancilense-2-Guia-9; Vaqueiros-1-Bias-9. Resultados que espelham um dos pecados do novo modelo de competição, porque existem outros.

De salientar que a inovação do futebol de 11 no escalão, também vai retirar alguma qualidade às competições do futebol infantil. Entende-se a implementação de uma competição de infantis de futebol de 11, numa fase preparatória de transição para iniciados, em final de época e em corpo de torneio complementar. Não como opção competitiva. Assim, corre-se o risco de não valorizar coisa nenhuma.

Tudo menos misturar tudo!

Isto sem falar na organização dos jogos, nos campos, nas desistências, nos grandes e pequenos, nas escolas e clubes, na descaracterização, na assiduidade da arbitragem…

ETaylor

17/10/10

CAMPEONATOS DE INFANTIS

Para a Época 2010/11, a AFA resolveu organizar duas competições no escalão de Infantis: O Campeonato de Infantis em Futebol 7 e o Campeonato de Infantis em Futebol 11. Da mesma forma, decidiu introduzir alterações no modelo de competição dos Infantis Fut.7, com a implementação de uma divisão única. Iniciativas com prós e contras que o tempo se encarregará de aferir. Pelo menos as equipas jogarão mais vezes e terão menos paragens na competição, mas, se calhar, com menos árbitros para apitar.

FUTEBOL DE 7
O novo Regulamento do Campeonato Distrital de Infantis (Fut.7) institui uma divisão única com 56 equipas e prevê 5 fases de competição:

A 1.ª Fase será disputada em sistema de poule por pontos e a duas voltas. As equipas serão divididas em 6 séries. Os 4 primeiros classificados de cada série passarão para a segunda fase (24 equipas). As restantes equipas (32) serão incorporadas no Torneio Complementar, em modelo idêntico.

A 2.ª Fase também será disputada em sistema de poule por pontos e a duas voltas. Os clubes serão divididos em 6 séries de 4 equipas, em obediência a critérios estabelecidos. Qualificam-se para a fase seguinte os vencedores de cada série e os dois melhores segundos classificados, num total de 8 equipas.

A 3.ª Fase, que serão os quartos de final da competição, será disputada em sistema de eliminatórias a 1 mão, com o vencedor a garantir apuramento directo para as meias-finais. Os 4 jogos desta fase serão disputados em campo neutro, a determinar pela AFA.

A 4.ª Fase, que serão as meias-finais, será disputada em sistema de eliminatória a 1 mão, com o vencedor a garantir o apuramento para a final. Os 2 jogos desta fase serão disputados em campo neutro, a determinar pela AFA.

A 5.ª Fase, ou Final da competição, será disputada em apenas 1 jogo e em campo neutro a determinar pela AFA.

O SC Farense irá participar com duas equipas, uma na Série D (Juntamente com Imortal DC, Inter Almancil, Louletano DC, Academia Sporting Faro, Geração de Génios, CD Montenegro, Escola Futebol de Faro, FC S. Luís, SR 1.º de Janeiro) e outra na Série E (Academia Sporting Faro, Geração de Génios, CD Montenegro, FC S. Luís, Marítimo Olhanense, SC Olhanense, Ginásio Tavira, Lusitano FC VRSA).

O Campeonato de Infantis Fut.7 começa a 23 de Outubro e na primeira jornada o SC Farense recebe o CD Montenegro (Série D) e o Ginásio de Tavira (Série E).

FUTEBOL DE 11
A novidade da época reside na realização de um campeonato de Infantis em Fut.11. Participam na competição o Imortal DC, o Louletano DC, o CDR Quarteirense, SC Olhanense, FC Ferreiras, UD Messinense, SR 1.º de Janeiro, Lusitano FC, CF Esperança de Lagos. O Campeonato começa a 20 de Novembro.

Considerando o número reduzido de adesões, o campeonato será complementado com um torneio suplementar.

ETaylor

12/10/10

RECORDAR COM RICARDO PEREIRA

Sobre Ricardo Pereira escrevi e coloquei em relatório de final da época 2001/02 dos infantis: Aposta pessoal na posição de trinco. Elemento esquerdino tecnicamente evoluído, falso lento com sentido posicional e disciplinado tacticamente. Bom recuperador de bolas, supera flutuações físicas com determinação e empenho. Segurança no passe curto, capacidade no passe médio/longo.

2001/02. Uma equipa fantástica de infantis A. Jorge Leitão, Tiago Moreno, Diogo Santos, David Pirralho, Ricardo Pereira, Francisco Maia, Luís Girou, Pedro Chanfana, Tiago Cardoso…
As recordações que tenho dos infantis do Farense são as melhores. São tempos que vou recordar para sempre: O grupo de trabalho, os misteres Vítor e Emídio e uma excelente equipa. Um grupo 5 estrelas em que nos dávamos todos bem e que até hoje continuamos com a mesma amizade que tínhamos nessa altura.”

Vítor Mosca foi o técnico que iniciou a época e deparou-se com dificuldades inesperadas, nomeadamente com iniciação tardia de preparação para o campeonato, ausência de jogadores fundamentais, algumas dores de crescimento e entrada precoce em competição. Com tudo isso, a equipa iniciou muito mal a época. Entretanto, ainda antes de terminar a 1.ª volta, Vítor Mosca teve de afastar-se por motivos profissionais e a Direcção do Farense solicitou que eu estendesse o meu contributo a esta equipa, já que era responsável pelos Infantis B.
A partir daí fizemos 15 jogos consecutivos sem perder. Em fase de recuperação, a equipa conseguiu um 2.º lugar (Entre 12 equipas) e convém registar que na 2.ª volta não perdeu qualquer jogo, cedendo apenas 2 empates.
Na segunda volta dos infantis não demos hipóteses a ninguém. Ninguém nos parava.” O Campeão desse ano foi o Lusitano de VRSA, onde jogava o Conduto, e na segunda volta vencemos por 3-0.

Outra nota importante. Em 2003, confirmou-se o convite de participar no torneio em Espanha, o IV MACAEL CUP 2003. Tínhamos ganho o campeonato de Infantis A, 2002/03, e este seria o culminar de uma época extraordinária. Como responsável dos Infantis A, conhecedor da competição (destinada a iniciados de 1.º ano) e anterior treinador dos infantis A de 2001/02, que estiveram na edição anterior, decidi fazer uma selecção de valores para convocar e premiar todos. Convoquei:
Iniciados de 1.º Ano: (5) Luís Girou; Ricardo Pereira; Pedro Chanfana; David Pirralho e Tiago Cardoso. Tive pena do Francisco Maia e do Tiago Moreno estarem lesionados. O Diogo Santos estava no Sporting CP.
Infantis A: (7) David Farias; Pedro Eugénio; Luís Oliveira; Jorge Santos; João Fitas; André Uva e Álvaro Gomes.
Era uma “fornada” que faria história no futebol de formação do SC Farense. Foi um torneio extraordinário que terminou com uma derrota na final por 2-1, após prolongamento, frente ao Sevilha.
Estive duas vezes em Espanha no Torneio Macael, em ambas as vezes foi espectacular, mas no segundo ano fomos mais preparados e apenas falhou a final com o Sevilha. Era um grupo espectacular, o mister e dirigentes 5 estrelas como o Cartaxo e o Toni. Estes são momentos que nos marcam para a vida.” .
Lembro-me que antes do jogo da final, disse ao Cartaxo e ao Toni: “Se eles jogarem com 2 avançados ganhamos o jogo, o Oliveira e o Pereira arrumam a casa”. A teoria era simples e dependia da qualidade e experiência dos jogadores na alternância do sistema: Nós jogávamos sempre em 3-2-1, mas se eles aparecessem com um 3-1-2, nós alterávamos para 2-3-1, com o Oliveira e o Pereira no eixo defensivo, os laterais subidos e o resto a equipa sabia o que fazer. Acontece que nesse jogo da final o Pereira lesionou-se e não acabou o encontro, facto que nos obrigou a alterações no modelo.

Sempre reconheci no Pereira condições para jogar ao mais alto nível. Coloquei-o a jogar a trinco nos infantis porque considerei que essa seria a sua posição de qualidade quando se transferisse para o Futebol de 11. Apesar de ter um bom pé esquerdo para jogar em várias posições, as condições morfológicas e a velocidade eram condicionantes para o lugar de defesa esquerdo. A capacidade de recuperação de bolas, a amplitude que oferecia ao jogo, a estrutura física que já apresentava e a qualidade do passe curto e longo, faziam adivinhar um médio centro em potência e que o tempo se encarregaria de confirmar. Era uma espécie de Redondo.
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Quando passou para os iniciados, só no segundo ano recuperou o seu lugar.
A primeira época de iniciados é para esquecer. Jogava a defesa esquerdo e a época não correu muito bem. A minha melhor época foi nos iniciados de segundo ano, onde jogava quase sempre a médio centro. Acho que fiz uma grande temporada. Foi aí que depois fui contratado pelo FC Porto.”

Surge a oportunidade FC Porto, o sonho de representar um grande e cimentar aspirações:
A experiência no FC Porto foi fantástica, apesar de não ter jogado tantas vezes como queria e esperava. Valeu a experiência.”

O regresso ao berço, SC Farense:
No regresso ao SC Farense correu tudo bem. Fomos à segunda fase do Nacional de Juniores, mas depois apanhamos o Sporting e não conseguimos chegar à fase final.”

Que aconteceu no teu segundo ano de Juniores? Esperava-se que as gerações de 2001 e 2002 se voltassem a juntar para fazer novos registos históricos:
Em relação ao clube Farense, vou ser sempre do Farense o resto da vida. É o Clube do meu coração. Mesmo apesar de algumas coisas que me fizeram na minha segunda época de juniores. Queria ir para o Louletano porque era a última oportunidade que tinha para jogar na primeira divisão de juniores e fizeram tudo para isso não acontecer. O Louletano teve de pagar 5 mil euros para me libertarem. A partir daí, nunca mais ninguém do Farense me disse nada, nem se lembraram dos tempos que tive na formação do Farense, nem se lembraram que quando fui para o FC Porto, o Farense também ganhou com a transferência.”

Quanto a estudos? Fiquei pelo 9.º Ano!

Bom! Apostaste no futebol. Tanta experiência em tão pouco tempo, passaste por clubes, por treinadores, por dirigentes, que ensinamentos?
O Futebol também é uma escola. No Farense tive grandes treinadores como mister Emídio nos infantis, mister Tózé nos iniciados, o mister Pedro Moreira nos juniores. O mister José Guilherme no FC Porto, que foi até há pouco tempo o preparador físico da Selecção Nacional do tempo do Carlos Queiroz. E agora tenho no Ferreiras um excelente mister e uma grande pessoa que é o mister Ricardo.”

E chegamos aos seniores! Tiveste convites? Conta como foi:
Quando cheguei a sénior tive alguns convites, mas escolhi o FC Ferreiras, Clube 5 Estrelas, onde me mantenho até hoje. O FC Ferreiras foi o clube que me abriu as portas do futebol sénior, estou agradecido por tudo, nunca falhou com nada do que prometeu e tem pessoas que gostam muito do clube e acima de tudo muito competentes. Apesar de ter recebido propostas de outros clubes do Algarve, decidi continuar no Ferreiras, não só pelas excelentes condições que o clube oferece, mas também pelas pessoas que são fantásticas.”

Só por curiosidade, jogas em que posição? A médio-esquerdo!

Para terminar, quais são os teus sonhos e projectos?
"O meu sonho é ainda poder jogar na I Liga, apesar de eu saber que é muito difícil. Mas ainda sou novo e é natural que queira jogar num Clube de maior dimensão".
Ponto. Paragrafo. Ainda vamos ter muito Ricardo Pereira se ele for teimoso e perseverante nas conquistas. Para isso, é preciso “treinar como joga e jogar como treina”.
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Nota: Nas duas fotos, o Pereira é o 3.º a contar da esquerda, em cima. Na primeira foto o último jogo da época em Lagos. Na segunda foto, Macael 2003.
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ETaylor

07/10/10

DIVISÃO ÚNICA NOS INFANTIS


Acredito que quando se inventou a separação dos campeonatos por divisões, não só dos infantis, se estava a pensar na selecção qualitativa de todos os valores envolvidos. Ou seja, tornar os campeonatos mais competitivos, selectivos e exigentes. Com isso potenciar as qualidades das equipas e dos jogadores, numa lógica de evolução e crescimento, em competição adequada. De igual forma, defender a evolução natural e gradual dos jovens praticantes menos capacitados para resposta imediata.

É obvio que os níveis de exigência determinam as competências e o facilitismo tem condução contrária. Tal como exigências precoces têm efeitos nefastos.

Sempre defendi que o escalão de Infantis deve ser o “estágio” indicado e adequado, daí a graduação B e A, na transferência para o escalão seguinte de maior exigência competitiva e muito mais selectivo, como é o escalão de iniciados.

Por isso, tenho alguma dificuldade em perceber as razões da AFA ter decidido eliminar as divisões dos campeonatos de Infantis e ter implementado uma Divisão Única, dividida em 6 séries, sem diferenciação. Ou seja, deixa de existir primeira e segundas divisões no escalão de infantis.

Alguma razão haverá para tal decisão! mas da mesma forma se questiona: Servirá este modelo os interesses do futebol infantil?

Aguardo que alguém me esclareça, porque esclarecido não estou.

Nota: Parece que está previsto um campeonato de Infantis de futebol de 11. As minhas dúvidas residem em factos residuais: Praticantes preparados como? Para jogar onde, quando e a que horas? Quantas equipas irão participar?
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ETaylor

03/10/10

Á CONVERSA COM RAUL CURVELO

Época 2001/02. Nova época de futebol da formação, novas expectativas, nova “fornada”, novo ciclo para todos. Como em todos os inícios de época. Nos Infantis B, foram integrados dois jogadores com idade de escola, a saber: Paulo Pinto e Raul Curvelo.
Curvelo, era um miúdo deslocado de escalão que não sentia a diferença de idades e que enfrentava qualquer desafio sem complexos de inferioridade. Era um miúdo que se fazia acompanhar sempre com uma bola. Era como se a bola fosse uma extensão do seu corpo. Brincava com ele dizendo que mesmo a dormir não se separava dela. E se calhar, não!

Com os treinos e com os jogos, fui descobrindo que aquilo não era só paixão pela bola, era também um miúdo com potencialidades para descobrir o futebol. Pelo menos o seu futebol. Rapidez de execução, técnica simples nos processos ofensivos, objectividade, instinto e eficácia na área e zona de finalização, sempre em escapatória do contacto físico. Tudo isto levou-me a pensar que tinha descoberto um avançado centro de futuro assegurado. Seria uma das apostas para a época seguinte, para desenvolver trabalho nessa área específica.

No final, da única época em que trabalhei com ele escrevi no relatório qualquer coisa como: "Tal como Paulo Pinto um jovem escola que evoluiu neste escalão. Um avançado puro que precisa de ser conduzido de forma adequada. Apostei comigo próprio que seria um avançado centro de futuro assegurado."

Com isto na memória, resolvi ouvir o Curvelo, alguns anos depois e agora que chegou ao futebol sénior, pedindo-lhe para fazer uma retrospectiva da sua passagem pela formação. Fala-me dos infantis. “Bons momentos sem dúvida, costuma-se dizer que a primeira impressão é a que fica e realmente penso que os infantis são a imagem disso mesmo, os primeiros colegas de equipa, os primeiros jogos a sério, os primeiros treinadores, as primeiras bases, por assim dizer. Penso que foi uma das muitas razões para hoje ainda ter uma paixão enorme pela bola. O grupo de trabalho que tínhamos também ajudou muito, com muito potencial e sobretudo uma grande amizade que ainda hoje permanece.”
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Um escolinha a intrometer-se nos infantis…”Lembro-me de na altura, antes de começarem os treinos de infantis me darem a triste noticia que nesse ano não iria haver equipa de escolas. Andei uns tempos com a cabeça ás voltas e a pensar no que iria fazer, até que recebi a informação que eu e mais um grande amigo, o Paulinho (na altura também escola e na mesma situação que eu) iríamos integrar a equipa de infantis. É sempre produtivo treinar com colegas mais velhos, com nível superior ao nosso, com mais exigências de aprendizagem. Assim tive de dar mais de mim, de me esforçar ao máximo para ter um lugarzinho no plantel. Felizmente correu tudo bem, formamos um grande grupo, de grande amizade e no ano seguinte esses mesmos colegas (Na altura eu tinha ficado no escalão da minha idade) viriam a conquistar o primeiro lugar do campeonato de infantis.”
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Tiveste 3 anos de infantis, facto que não é normal! “Três aninhos, três aninhos de alegria, de tristezas, de emoções fortes. Com aquela idade, aquela rotina de treinos - jogos, jogos – treinos, não é para qualquer um! É preciso gostar muito do que se está a fazer. Mas, os bons balneários que tínhamos eram uma boa razão e talvez a principal para continuar ano após ano."

Vamos por partes, recuando um pouco e recuperar esses três anos de infantis. No primeiro ano…”O primeiro mister que tive nos infantis foi o mister Emídio Taylor, uma grande pessoa, um excelente profissional, e o mais importante, um grande amigo. Porque naquela idade conta mais ter um treinador que saiba ser nosso amigo do que um treinador que encare os treinos e os jogos como se tivesse a treinar juvenis, juniores ou seniores. Penso que foi a chave para o sucesso da nossa equipa, sabíamos que chegava aquela hora do treino e todos os problemas eram postos de lado, treinava-se a brincar, mas não se brincava com o treino.
Recordo-me, por exemplo, de um episódio em Ayamonte, num torneio de infantis B, jogávamos contra uma equipa espanhola e o jogo acabou empatado. De seguida fomos a penaltys, o mister escolheu-me para ser eu a bater a última penalidade. O coração batia mais forte, só via o guarda-redes e a baliza á frente, as minhas pernas tremiam, chutei e acabaria por falhar o penalty. De seguida eles marcaram e nós perdemos. Nem queria acreditar! Naquela idade, este tipo de situações têm um peso muito grande. Desatei a chorar e quando pensava que estavam todos chateados comigo foi então que o mister Emídio, com uma palmadinha nas costas, me disse algo do género: " Vamos Curvelo, acontece! os melhores também falham!". São estes pequenos gestos que ficam gravados mesmo com o passar dos anos."
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Sinceramente, e apesar da maior exigência competitiva, esperava poder contar com o Curvelo no segundo ano de Infantis. Mesmo porque queria dar continuidade ao trabalho desenvolvido e reforçar a aposta nas qualidades ofensivas do jogador, a quem tinha diagnosticado potencialidades de avançado. No entanto, as necessidades de escalão imperaram de forma pacífica, porque estavam em causa os superiores interesses do SCF.
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Posto isto, na época seguinte e seguintes, perdeu-se um avançado e ganhou-se um distribuidor. Como foi? “Na época seguinte fiquei um pouco desiludido, pois pensava que iria continuar com a equipa e transitar para infantil A, mesmo com idade de infantil B. Mas tal não foi possível e acabei por integrar, eu e mais o Paulinho, a equipa B. Escalão onde encontrei o mister Bentinho e o mister Nuno, dois treinadores de gerações diferentes. O mister Bentinho com toda a sua escola de futebol, muito exigente mas com um coração enorme. Tenho pena de ter perdido contacto com ele. O mister Nuno Estevam, penso que era o seu começo como treinador, com muita vontade de aprender. Na época seguinte, a minha terceira, o mister Nuno acabaria por vir a pegar na equipa. São muitos os episódios que tivemos juntos, a maioria muito bons.”

Curvelo! Serviço cumprido em todos os escalões de Formação do SC Farense, vamos lá esmiuçar isso, começando pelos iniciados…”Nos iniciados foi um pouco complicado. A transição de futebol 7 para futebol de 11 não é fácil, lembro-me de comentar com colegas meus que o campo parecia que não tinha fim. No primeiro ano joguei para aí uns 4 jogos, na altura ainda era médio-centro. Na época seguinte recuaram-me para lateral direito (posição que jogo ainda hoje), jogava a titular e penso que joguei todos os jogos.”

Navegando pelos juvenis…"No primeiro ano de juvenis, penso que foi o da minha afirmação. Tínhamos um grupo muito bom, com grande qualidade e com grandes jogadores. Á partida estava mentalizado que não ia ter muitas hipóteses, mas com o passar dos treinos fui vendo que se calhar até não iria ser assim tão difícil, bastava apenas trabalhar e esforçar-me ao máximo. Comecei a jogar como lateral direito naquela equipa fantástica, com grandes jogadores, como o Oliveira, o Alvarinho, o Piçarra, o André Ferreira, o João Fitas…, jogadores excepcionais, mais velhos que eu. Acabámos o campeonato em segundo lugar com os mesmos pontos que o primeiro, se bem me lembro, o Vitória de Setúbal. Apuramo-nos para a segunda fase onde jogámos contra Benfica, Marítimo e Barreirense. Ficamos em segundo lugar do grupo e no fim em 6.º lugar a nível nacional. Aprendi muito nesse ano, o treinador era o mister Nuno Ramos. Foi talvez, a época mais importante para saber se era mesmo aquilo que queria ou não.”
E no Segundo ano…”Na época seguinte saíram muitos jogadores porque eram de segundo ano e entraram outros. Tínhamos uma boa equipa também, mas as coisas não correram bem, mudamos de treinador, começamos a época com o mister Cartaxo e acabamos com o mister Ferrinhos. A mudança não foi fácil, éramos muito apegados ao mister Cartaxo. Ao início não aceitamos muito bem a vinda do mister Ferrinhos, mas depois com o tempo fomos conhecendo-o melhor e começamos a gostar dele, mas o mal já estava feito, estávamos numa posição muito complicada na tabela classificativa e acabámos por descer de divisão.”

Chegamos aos juniores, o escalão da aferição. “O meu primeiro ano de júnior foi espectacular, onde voltei a encontrar os companheiros do primeiro ano de juvenis. Estávamos a disputar a primeira divisão nacional, onde já entravam equipas como o Benfica, o Sporting, Belenenses, Nacional da Madeira, etc... E onde jogavam muitos jogadores que jogam hoje na primeira e segunda ligas. Conseguimos o objectivo, a manutenção, que era muito difícil devido à competitividade e qualidade daquele campeonato. O mister Serôdio teve um papel fundamental, tinha acabado de subir aquela equipa, no ano anterior, e esperava-o um grande desafio. Foi um dos melhores treinadores que tive até hoje, talvez até o melhor. Sabia perfeitamente as dificuldades que iríamos encontrar durante o campeonato e preparou cada jogo da forma mais adequada. Sabíamos que não dava para jogar contra equipas como Benfica ou Sporting, de olhos nos olhos, por isso jogávamos com 5 defesas e apostávamos no contra-ataque. Como tínhamos jogadores muito bons na frente, fizemos muitas surpresas ás melhores equipas, como a vitoria na Madeira frente ao Nacional. Nesse jogo, levámos um massacre de todo o tamanho mas, como éramos muito organizados a defender e muito fortes na frente, com jogadores como Alvarinho e o André, que faziam a diferença, acabamos por ir duas vezes á baliza do Nacional e ganhamos por 2-0. Foi talvez o resultado mais importante e com um sabor muito especial. Tínhamos um grande grupo e uma direcção com grandes pessoas como o Senhor “Manel”.”

Antes de mais, e os estudos? “Este ano vou acabar o 12.º Ano.”

Chegamos então à transição para os seniores…”Transição de júnior para sénior? Minha nossa! É difícil quando se dá a "vida" por um clube e chegar-se a sénior e darem-nos um chuto no rabo sem justificação e sem uma palavra sequer. Foi talvez a maior desilusão da minha vida como jogador de futebol. Damos por nós a pensar para que serviu todos aqueles anos com aquele emblema ao peito, o nosso clube do coração, desde pequenino. O meu maior sonho e penso que o de qualquer miúdo, quando começa a jogar futebol é chegar á equipa principal, e eu não fugia á regra.”
É evidente alguma mágoa…"Tinha uma paixão muito grande pelo Farense, afinal de contas foi quase uma vida desportiva dedicada àquele clube; foram muitas as pessoas que conheci; foram muitas as emoções vividas; desde os 5/6 anos até aos 19 anos a jogar lá, penso que merecia ao menos uma palavra de conforto e agradecimento. Não quero dizer que tivesse hipóteses ou condições para ficar no plantel sénior mas, o que me custou foi nem sequer ter recebido uma chamada a informar se contavam ou não, comigo. Simplesmente foi como se nunca tivesse jogado naquele clube. No entanto, guardo ainda um grande carinho pelo Farense e por tudo o que vivi lá.”
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Deve ter sido uma fase bastante complicada. E depois? “Demorei ainda um tempo a assimilar as coisas e a ideia de deixar de jogar futebol ocorreu-me muitas vezes pela cabeça.”
Deixa-te de coisas…"Passei o verão todo sem saber o que iria fazer esta época (2010/11), ninguém me ligava e não tinha nenhum convite. A única pessoa que me tentou ajudar foi o Sr. Idalécio. É de admirar uma pessoa que me conhecia apenas dos treinos dos seniores, quando eu era chamado dos juniores, ter uma bondade tão grande.”
O apoio que todos precisam e que poucos estão dispostos a dar. “O Sr. Idalécio fez de tudo para me ajudar, desde levar-me a torneios durante o verão, onde estavam pessoas com muitos conhecimentos, de falar com vários treinadores. Conseguiu convencer o treinador do CDR Quarteirense a levar-me para lá onde ele também vai jogar este ano. Assim, ficou combinado ir lá treinar quando começassem os treinos.”
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No entanto…"Até que uma noite, recebi uma chamada do mister Tozé a convidar-me para ir para o UD Messinense que esta época vai jogar na 3.ª Divisão Nacional. Não pensei duas vezes, liguei ao Sr. Idalécio e pedi-lhe uma opinião, ele disse-me para aproveitar porque era uma oportunidade muito boa. E assim foi, estou a jogar no União de Messines, onde me acolheram super bem.”
O Idalécio foi um grande amigo! “Não posso deixar de agradecer ao Sr. Idalécio, foi sem dúvida uma das melhores pessoas que conheci, um grande amigo e uma pessoa com um coração enorme, que me ajudou a superar uma fase difícil.”

Agora quais são as próximas etapas? Quais são os teus sonhos e projectos? “Quando somos miúdos temos muitos sonhos, sonhos que passam por chegar á primeira liga, ou a um clube grande, ou jogar pela selecção, os habituais sonhos de criança. Eu tinha esse sonho e acreditava plenamente que ia conseguir. Mas com o passar dos anos vamos amadurecendo e vendo as coisas como realmente elas são. É muito difícil! Em 100, 1 ou 2 conseguem chegar longe e na maioria das vezes nem isso. Hoje, os meus projectos são muito diferentes de quando tinha 10/11 anos. Quero aprender ao máximo, trabalhar e tudo o que vier é por acréscimo.”

Muito bem miúdo, caminha em frente porque para trás não é caminho. “Um grande abraço mister, foi um prazer, obrigado pelos momentos que tivemos juntos. "Treina como jogas e joga como treinas ". Obrigado eu, por este momento.

ETaylor

28/09/10

CONVERSA COM ALVARO "KIWI" GOMES

Sobre o Alvarinho já tinha escrito neste blog qualquer coisa como: “Álvaro “Kiwi” Gomes era um “veterano” das escolas do Farense quando chegou aos treinos de início de época do SC Farense, época 2001/02, escalão de Infantis B. Pequeno e franzino, só com uma bola nos pés se podia imaginar o que aquele pé esquerdo era capaz de fazer. Sinceramente, Alvarinho estava um pouco á frente dos outros, não só pela técnica individual, mas pela capacidade de assumir o comando das operações, sem medo de enfrentar qualquer adversário”.
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Sobre Álvaro Gomes escrevi no final da época 2001/02: “Era o nosso distribuidor/Avançado. Um jovem predestinado que estava á frente dos restantes. Franzino com um pé esquerdo que compensava o resto. Como Infantil B vi marcar um golo de livre do meio-campo.”
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Agora, estive á conversa com ele sobre o passado, o presente e o futuro.
Fui treinador do “Kiwi” Gomes durante duas épocas nos Infantis B (2001/2002) e Infantis A (2002/2003) e pertence ao grupo de trabalho que conquistou o último título do futebol infantil do SC Farense. Perguntei-lhe que recordações guarda desse tempo: “Foram os primeiros anos que comecei a jogar futebol e talvez os melhores. Grupo fantástico e o ambiente era incrível. Muitas amizades foram feitas nessa altura e que ainda duram. Ainda hoje quando nos encontramos falamos sobre isso e de facto são emoções que nunca se irão esquecer. Termos sido campeões foi nessa altura a melhor sensação das nossas vidas e para todos. Na altura, éramos muito jovens e vivíamos o futebol com grande intensidade. Mas com o lema nas nossas cabeças, "treina como jogas e joga como treinas”, e com o esforço de todos conseguimos a nossa primeira vitoria a sério no mundo do futebol.”
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Alvarinho percorreu e cumpriu todos os escalões de formação do SC Farense, perguntei-lhe sobre o percurso, os sucessos e as dificuldades em ultrapassar etapas, entreguei-lhe a bola e como ele faz em campo, simulou, fez um drible e atirou a contar:
Depois de ter subido a iniciado de primeiro ano, foi um ano muito difícil para me impor e quase não joguei porque a equipa de segundo ano era muito forte e até fomos a fase final do campeonato nacional. O mesmo aconteceu nos juvenis de primeiro ano, era muito difícil impor-me devido ao meu físico e a outras opções dos treinadores.”
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Sinceramente, já tinha previsto que os primeiros anos de escalão do Gomes seriam sempre difíceis. O importante era não desistir e que ninguém desistisse dele. “Quando subi para iniciado de segundo ano e juvenil de segundo ano já foi mais fácil adaptar-me e nessa altura tive mais oportunidades. Nos juniores de primeiro e segundo ano já joguei mais e acho que foi aí que comecei a ganhar mais confiança. Tínhamos um grande grupo e no primeiro ano conseguimos chegar á Primeira Divisão Nacional.”
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Depois, o segundo ano como Júnior, decisivo em termos de afirmação: “No segundo ano de júnior tivemos um campeonato bastante difícil mas conseguimos a manutenção, que foi muito bom para nós (juniores) e que nos deu alguma visibilidade para o escalão sénior. Subimos 4 jogadores para a equipa principal.”
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E os estudos? No meio disto tudo? Era importante saber, coisas minhas: “Os estudos correram bem, alguns contratempos no caminho mas felizmente já acabei o 12.º ano.”
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Um chuto para a frente, que com ele seria sempre um passe longo para descobrir oportunidades de golo, perguntei se chegar aos seniores do SC Farense foi uma vitória pessoal: “Claro, é um orgulho ter representado os seniores do SC Farense, pois é o clube que me viu crescer. Um sonho de criança e sem dúvida uma vitoria pessoal.
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Depois chega a oportunidade de jogar nos seniores do SC Farense e principalmente a possibilidade de contribuir para a subida de mais um escalão nas divisões nacionais: “Estava com algum receio porque pensei que ia ser uma época muito difícil para me impor, mas não foi tanto assim. Os meus colegas e treinadores ajudaram-me bastante e senti-me muito feliz por ter conseguido, junto dos meus colegas, a subida á 2ª Divisão. Foi uma época difícil, com alguns altos e baixos, pois como todos sabem tivemos 3 treinadores nessa época. Mas tudo ficou resolvido e com a subida na última jornada foi a cereja no topo do bolo. E quero agradecer ao nosso massagista Luís que foi uma pessoa que me ajudou bastante e que ficarei a dever-lhe muito por isso.”
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Posto isto, apareceram os convites, nomeadamente o do Paços de Ferreira: “O interesse do Paços apareceu já tinha começado a pré-época dos clubes da I Liga, não estava nada á espera! O meu empresário foi contactado pelo Paços e foi aqui que tudo começou. Fiquei bastante contente pois não acreditava que algum clube da I Liga estivesse interessado em mim. Tive alguns convites de clubes de escalões inferiores, mas não podia deixar escapar uma oportunidade como esta.”
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E como correram as negociações? “Houve alguns contratempos mas agora esta tudo bem, e agradeço ao Sr. presidente António Barão por tudo o que fez por mim.”
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Conta como foi a experiência de fazer a pré-época numa equipa da primeira Liga? “Foi mais um sonho tornado realidade, sinto-me muito feliz mesmo. O Paços tem um grupo fantástico e desde que cheguei acolheram-me muito bem.”
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E surgiu a “porcaria” da lesão, sempre em prejuízo. “Uma lesão prejudica sempre mas os médicos do Paços são fantásticos e penso que me vão ajudar bastante na minha recuperação." E como foi? “Foi um lance dividido com o meu colega num treino onde cai mal e torci o joelho.” Daí a necessidade de uma operação? “Sim, e felizmente tive a sorte de ser operado por um dos melhores. Agora a recuperação está a correr bem, os médicos do Paços estão tratar-me muito bem e penso que irei voltar nas melhores condições aos relvados.”
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Agora sobre os passos em frente, vais continuar no Paços? “Sim, neste momento tenho contrato com o Paços e os meus objectivos são ficar por cá.”
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Para terminar campeão, quais são os teus sonhos e projectos? “Dois dos meus sonhos já foram realizados. Um era chegar á equipa principal do Farense e o outro era conseguir ser jogador profissional. Penso que agora só falta um, que é chegar á Selecção nacional!” Ponto final, acrescento eu. “Treina como jogas, joga como treinas”. Toda a sorte do mundo, Kiwi.
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ETaylor

13/08/10

ESCOLAS DE FORMAÇÃO SCFARENSE

O Gabinete de Imprensa do Sporting Clube Farense fez divulgação do início dos trabalhos das Escolas de Formação do SCF, inserido no projecto autónomo, previsto para 1 de Setembro 2010.

Da mesma forma, fez apresentação dos treinadores e dirigentes que integram o projecto:

Petizes (atletas nascidos em 2004/5, ex - Escolinhas) – Treinador: Luís Afonso;
Traquinas (atletas nascidos em 2002/3, ex - Escolinhas) – Treinador: Francisco Florindo;
Benjamins (atletas nascidos em 2001, ex - Escolas B) – Treinador: Rui Belo (ex-Louletano);
Benjamins (atletas nascidos em 2000, ex - Escola A) – Treinador: Paulo Vicente (ex - Olhanense);
Infantis B (atletas nascidos em 1999) – Treinador: Francisco Fernandes;
Infantis A (atletas nascidos em 1998) – Treinador: Ricardo Condado (ex - Academia Sporting Faro);
Treinador de guarda-redes: Miranda.

Directores: Hugo Costa, José Carlos Santos, Vítor Martins, João e Nuno Mendonça.

Como fiz referência anteriormente: “Tudo o que seja para somar, só tem o meu aplauso. Inclusivamente, sempre acreditei que a autonomia dos escalões fosse uma solução, considerando as dificuldades do Clube. Basta ver o exemplo do Basquetebol.” (…) “apenas desejo que o projecto tenha pernas para correr maratonas e não para se esgotar por falta de … lucro.”

Reafirmo o que escrevi na altura e não tenho razões para mudar de discurso, depois de consultar a lista dos treinadores escolhidos para cada escalão. Sinceramente não conheço nenhum dos nomes indicados, mas isso não é importante nem relevante, antes importa a sua competência e o investimento que queiram emprestar ao projecto e ao clube.

Da mesma forma, enalteço o facto de não ver integrados no projecto nomes que tiveram posturas e atitudes que lesaram de forma grave os escalões base da formação do SCF.
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Imagem: Retirada daqui
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05/08/10

ALVARO E O SONHO DA I LIGA

Curiosamente, e após alguns anos, estive á conversa com o Sr. Gomes no dia em que se decidia o futuro do Álvaro. Sem cometer inconfidências, a conversa girou á volta do percurso do “Kiwi” e, naturalmente, sobre esta oportunidade de alcançar a I Liga, via Paços de Ferreira. Na hora, o Sr. Gomes ainda não conhecia decisões, apenas possibilidades. E todas estavam em aberto, mesmo porque as prioridades do Paços de Ferreira não consideravam extremos.

No dia seguinte, descubro a notícia que o Paços de Ferreira pretende assinar um acordo com o jogador, por 3 temporadas, mas entrega a responsabilidade ao empresário para chegar a acordo com o SC Farense.

Ou seja, o Paços de Ferreira quer apostar no jogador para o futuro, mas não tem vontade de ter custos associados com a transferência. Por outro lado, o SC Farense não quer abdicar dos direitos de formação, dos infantis aos seniores, o que é natural e de direito.

Resta, portanto, ao empresário e ao SCF chegarem a um entendimento. No fundo, esta é a oportunidade do SCF fazer um investimento a longo prazo ou fazer investimento nenhum.

Moral da história: A formação sempre tem um preço e o seu abandono não tem preço nenhum. Por questões de preço e apreço, este é o momento de “Kiwi” poder avaliar as consequências de tanto empenho e esforço.
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ETaylor

10/07/10

PAULO PINTO "O CAVALO DE CORRIDA"

Já fiz referência ao “Cavalo de Corrida” Paulo Pinto. Aquele Guarda-redes que se “desviou” para o atletismo. Pois, Paulo Pinto continua a construir a sua história. Nesta época, como júnior e nos 400 m, conquistou a medalha de Bronze nos nacionais de Sub-23 e sagrou-se Campeão Nacional nos nacionais de juniores 2010 com a camisola do FC Porto. O puto tem asas. Dá-lhe gás campeão.
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Foto: João Glória
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ETaylor

07/06/10

OS OSSOS E A CARNE

Eu sei que em momentos de discussão, existem sempre a ingratidão de uns e o silêncio de outros que acabam por condicionar a verdade dos factos e prejudicar o alvo da discussão. Eu da minha parte, desafio qualquer um, a ter uma quota do empenho e desempenho em defesa do futebol infantil, do que eu tenho oferecido ao futebol infantil do SCF.

De todos os “ossos” que o futebol infantil do SCF roeu, tem lá a minha dentada, porque roí todos os “ossos” e soube descobrir “alimento” entre eles, através de empenho pessoal, de organização de escalão e de investimento de muitos encarregados de educação, autónoma ao clube, que outros acabaram por seguir, dando a impressão de inovação e únicos mártires das dificuldades do Clube. Não caí de pára-quedas em 2010, estive lá desde 2001.

Há silêncios que deviam falar, mas que não falam. E há ruído que devia estar calado.

Mais, porque a memória é curta, na época passada, não fosse a minha intransigência e de outros sectores, não havia futebol infantil no SCF e a consequência de começar tudo do zero. E quando digo zero, é zero e as consequências.

O Sr. Emidio Taylor cada vez mais comprova o PORQUÊ de não valer nada!
Parabéns! e Não se diga FARENSE, porque de FARENSE o Sr. não têm nada! Adeus
.”

Este senhor não teve o cuidado de consultar o blog, nem sequer o cuidado de consultar o histórico dos infantis do Farense. O Senhor responsável por esta mensagem anónima, simplesmente não conhece, não quer, não deseja, reconhecer que eu sou mais Farense do que ele. Eu não mando mensagens anónimas, eu tenho feito a defesa do SC Farense, e do escalão, sem escudos. No dia que me apetecer desligo e que venha a escuridão. Mas desistir é difícil, porque a todos os meus jogadores tenho dito: “Estão proibidos de desistir dos vossos sonhos e objectivos”.

No entanto, e objectivamente a única questão que eu coloco é a seguinte: Será possível que o SCF readmita elementos que prejudicaram de forma ostensiva, premeditada e objectiva os seus quadros infantis, conduzindo-os para outras colectividades?

Nota: Não sei quem é o Sr. Vítor e que tipo de influência teve neste processo. Em nenhum momento mencionei o seu nome, no entanto, questiono todas as pessoas envolvidas no processo que prejudicaram de forma directa ou indirecta o SCF.

ETaylor

CARTA ABERTA A HUGO COSTA

A propósito de um post publicado sob denominação “O Projecto do Sr. Costa”, recebi uma mensagem do Sr. Hugo Costa, com todo o reconhecimento e oportunidade, a quem dei a devida resposta para alguém identificado e que merece reprodução, com algumas actualizações:

"boa tarde sr taylor

1º Essa conversa não é só sua tem alguem por traz a meter veneno que prefere ver o farense por baixo .

2º Fui ver mais jogos e treinos que voce imagina. Mas vou lhe dizer uma coisa que já tenho 24 anos e nunca tinha visto um treinador assim, os miudos tem de ser motivados e orientados e voce de braços cruzados e a tirar fotografias para colocar no blogue tenha juizo.

3º os muidos nao sao assim tao fracos para levar ás duzias em todo o lado.
4º o Srº que é uma pessoa inteligente e que sabe tudo quando diz á uns meses atraz que o seu escalão foi o unico que não foi convidado para o centenario é mentira porque o Sr disse aos atletas para apareceram as 10 horas no estadio de s.luis e o senhor apareceu? e o diretor apareceu? tenha vergonha e nao diga asneiras os muidos esses sim apareceram.

5º e ultimo ponto o mal esta nos miudos que nao querem saber futebol gostam é de playstation e por isso desistiu o yuri,o carlos costa,miguel bagarrao(pq nao jogava e no ano trasanto era titular das eff),Carlos Santos (nao gostava de perder sempre) quem gosta só uma pessoa podia ter mudado isso - voce SR TAYLOR

Melhores Cumprimentos
Hugo Costa

Sr. Hugo Costa seja bem-vindo ao futebol infantil e a este blog, por mais que não seja para ver as fotos que infelizmente não fui só eu que tirei. Todos os dirigentes que acompanharam a equipa, mas só esses, fizeram uma “perninha”. Não sei se sabe, mas as fotos e a exposição de fotos, também servem de motivação. Nomeadamente, quando expostas na net, embora o interesse seja diverso.

Em segundo lugar, o Sr. Hugo Costa devia ter lido os dois posts publicados sobre o projecto autónomo para ter a noção do que penso sobre o mesmo. Antes preferiu atacar quem lhe deveria merecer, pelo menos, consideração pelo trabalho realizado quando não havia mais ninguém que tivesse a coragem para o realizar. Reforço o facto de, havendo tantas potencialidades porque razão, ninguém dos quadros existentes enfrentou o desafio?

Objectivamente, o Sr. Hugo Costa não referiu ou escreveu sobre a verdadeira questão levantada. A readmissão de pessoas que desmantelaram e dizimaram as equipas do Farense, levando os jogadores para outros clubes ou colectividades. Talvez sejam estas pessoas que lhe merecem consideração.

Mais, devo esclarecer-lhe o seguinte:

Realmente o Sr. Hugo Costa não me conhece, nem conhece o meu trabalho no SCF, para afirmar que alguém me “conduz” no que escrevo. A minha independência não tem preço, muito menos a minha consciência.

Sobre o meu trabalho nos Infantis, só as pessoas que trabalharam comigo podem avaliar o trabalho realizado e a única coisa que lhe poderei assegurar é que todos os jogadores acabaram melhor do que começaram. Para impossíveis, o SCF devia ter chamado o Sr. Hugo Costa e os seus 24 anos de futebol.

Sobre os jogadores mencionados acho que se devia ter informado melhor, para não fazer afirmações gratuitas e desadequadas. Perante tais afirmações, tenho a certeza que o Sr. Hugo Costa não assistiu a nenhum treino ou jogos, porque caso contrário reconheceria que sem disciplina não pode haver qualquer equipa.

O Sr. Hugo Costa, não sabe, nem sequer faz a mínima ideia do que se passou, esta época. O Sr. Hugo Costa não sabe o que é enfrentar uma primeira divisão de Infantis A, antecedente de iniciados, com uma equipa ao nível de escolas A. O Sr. Hugo Costa, ainda não percebeu que por mais inábil ou incompetente que seja o treinador, ninguém perde sucessivamente se não houver incapacidade colectiva para o contrariar.

Em relação ao centenário, o Sr. Hugo Costa sabe que os infantis não foram convidados. Mais, o Dirigente em funções apenas informou sobre a possibilidade de participar no evento 2/3 dias antes deste se realizar e quando os miúdos estavam de férias e apareceram 5 ao treino. Informei os miúdos sobre o acontecimento e informei o Dirigente que não poderia estar presente porque tinha agendado ir passar a Páscoa a Lisboa, dado que não havia competição. O Dirigente ficou com a responsabilidade de acompanhar os miúdos. Aliás, pergunto-lhe o seguinte: se por acaso os infantis foram convidados, porque razão, os que compareceram, não puderam participar?

Não participaram porque não estavam convidados. Mais uma vez devia ter-se informado melhor ou senhor estava por dentro da organização?

Digo mais, desafio seja quem for a apresentar os panfletos, programas e cartazes de publicidade ao centenário onde estejam previstos o escalão de Infantis do SCF.

Acrescento o facto, de ter enviado fotos da equipa dos infantis, via e-mail para o Gabinete de informação do SCF para exposição em stands na Doca e por lá ter passado e não ter visto nenhuma exposta.

Como deve ter reparado eu consigo dizer as coisas sem ofender ninguém.

Cumprimentos
ETaylor

04/06/10

O PROJECTO DO SR. COSTA


É uma chatice. Eu a querer sair e as situações a puxarem-me para dentro. Uma certeza, porém, não voltarei ao SC Farense como técnico. Isto não invalida que mantenha princípios e empenho na defesa dos interesses do SC Farense, mais precisamente do escalão de Infantis.

Já tinha ouvido rumores que havia um plano, no interior do SCF, para a tomada de posições para o apetecível e rentável universo das escolas de futebol, na esteira das muitas escolas que proliferam e exploram um espaço fértil, dado que a Direcção tinha outras prioridades. Daí, talvez, aquela entrevista do Presidente Barão a mencionar a construção da Academia Farense.

Acho que no meio desta história está a figura de uma personalidade, que nunca vi em nenhum treino ou jogo dos Infantis, mas apelidado de: “O que manda nisto tudo”, chamado de Sr. Costa que, sinceramente, não conheço. Mas que explica muita coisa e se sujeita a especulações.

Depois aparece um projecto autónomo que parece querer readmitir elementos que simplesmente desviaram jogadores do clube para outras colectividades, por questões meramente egoístas e de interesse pessoal, prejudicando o Clube naquela que foi a época mais triste da sua história.

Recuso-me a fazer apreciações técnicas sobre um colega, mas Nuno Estevam teve um comportamento indigno para com o clube, e só um clube pequeno em dignidade, na sua identidade e no respeito da história dos técnicos que investiram no clube e na sua própria história, pode permitir tal ofensa. Ninguém pode estar acima do Farense, muito menos pessoas como Nuno Estevam e outras pessoas que se aproveitaram das fragilidades do Clube para o prejudicarem e depois aparecerem como salvadores com projectos que ao clube diz pouco e a eles diz tudo.

Voltarei ao assunto.
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ETaylor

29/05/10

O PROJECTO AUTÓNOMO

Já me tinham falado num projecto autónomo para o futebol de escolas e infantil do SC Farense. Tudo o que seja para somar, só tem o meu aplauso. Inclusivamente, sempre acreditei que a autonomia dos escalões fosse uma solução, considerando as dificuldades do Clube. Basta ver o exemplo do Basquetebol. Mas, autonomia não significa independência.

Objectivamente, em relação ao futebol infantil, e por uma questão de princípio, penso que o SC Farense vendeu a alma colectiva a interesses pessoais e despachou um problema. 25 Euros nos Infantis são condicionantes que o futuro fará despertar e, sinceramente, só falta ter conhecimento do regresso de pessoas que contribuíram de forma objectiva para o esgotamento do futebol infantil.

De qualquer forma, apenas desejo que o projecto tenha pernas para correr maratonas e não para se esgotar por falta de … lucro.
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ETaylor

28/05/10

VAMOS EMPURRAR O SCF

Eu sou testemunha dos efeitos negativos que a queda do futebol profissional do SC Farense provocou no futebol de formação do Clube. Da mesma forma, todos sabemos dos efeitos generalizados que o crescimento do futebol sénior pode provocar em toda a estrutura.

O SC Farense está a uma vitória de recuperar estatutos e cimentar o seu crescimento, via mais uma subida de divisão nacional. Por isso, é importante o envolvimento de todos e o seu contributo no apoio da equipa. Um jogo, uma vitória e uma onda a empurrar os jogadores que descobriram esta oportunidade.
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ETaylor

TAÇA DO ALGARVE DE INFANTIS


Muitas vezes, excelentes “fornadas” de jogadores, são prejudicadas pelo facto do clube que representam militar em divisões secundárias, sem oportunidade de progredir em termos competitivos ou até de colocar em prova as suas capacidades perante equipas de divisão superior.

A Época e os Campeonatos de Infantis estão programados para terminar em Abril/Maio, promovendo um vazio em Junho/Julho, disfarçados com torneios eventuais ou tradicionais, mas que objectivamente resultam em paragem demasiado prolongada para os jovens praticantes.

Perante isto, considero que a Associação de Futebol do Algarve devia ponderar a criação de uma nova competição. Não estou a falar de torneios complementares, mas de uma prova oficial de Taça do Algarve de Infantis, complementar aos campeonatos.

A criação de uma prova com espírito de Taça, de abrangência universal a todas as divisões de infantis, por grupos ou a eliminar, que daria oportunidade a todos os clubes e jogadores, de todas as divisões, a demonstrar veleidades e que “esticava” a época para mais 6/7 semanas.

ETaylor

19/05/10

CAVALO DE CORRIDA

Na época 2001/02 comecei a treinar a Equipa de Infantis B do SC Farense que depois acumulei com a Equipa A. Na constituição da equipa B, fui “obrigado” a trabalhar com um GR, ainda com idade de Escola. Obrigado, porque o miúdo reunia condições extraordinárias para a posição, mesmo com o peso da exigência competitiva envolvente, quando estava na idade de se descobrir e descobrir aptidões. Como relatei na altura: “Guarda-Redes ainda com idade de escola mas com toda a escola de um grande guarda-redes”.

Recordo ainda, que nessa época os Infantis A foram convidados a participar no Torneio Internacional de VRSA e tivemos de convocar um GR com idade de escola, que apenas conquistou um prémio individual pela sua prestação na competição.

Obviamente que estou a escrever sobre Paulo Pinto.

Na época seguinte, Paulo Pinto regressou ao seu escalão para dar sequência ao seu crescimento natural e para reforçar a equipa de Infantis B. Perdido o contacto directo, sei que prosseguiu a sua carreira nos diversos escalões do SC Farense.

De Paulo Pinto recordarei sempre as suas qualidades e capacidades inatas e precoces para a posição específica de GR. Possivelmente, com exigências e pressões, também precoces. Pequeno, franzino, ágil e tecnicamente acima dos outros todos. Dos GR que treinei ao longo dos tempos, só o Vítor se aproximou em termos técnicos. Sabia também das suas capacidades para jogar em outras posições e para correr em corta-matos escolares. No entanto, não conseguia descobrir-lhe melhores aptidões do que a de GR e o seu futuro na baliza do SC Farense.

Só que a partir de certa altura da sua vida, Paulo Pinto descobriu ou redescobriu a sua verdadeira vocação: O Atletismo. Hoje, é um “Cavalo de Corrida” que corre ao sabor da sua vontade, na perseguição solitária dos percursos e dos cronómetros e com as cores do FC Porto.

Força, miúdo.

ETaylor

Nota: Acrescento a foto dos Infantis B 2001/02, num torneio de final de época em Ayamonte, em que Paulo Pinto é o GR. Em cima: Paulo Pinto (Fez todos os escalões até aos juvenis no SCF, salvo erro), Luís António, Pedro Eugénio (agora no Messinense), João Fitas (fez todos os escalões até aos juniores no SCF), Pedro Luís, Tiago Oliveira (Fez todos os escalões até aos júniores no SCF). Em baixo: Álvaro Gomes (fez todos os escalões de formação até aos séniores do SC Farense), Paulo Augusto, André Uva (esteve em vários clubes, mas foi júnior do SCF), Raul Curvelo (era escola como Paulo Pinto e cumpriu todas as etapas de formação do SCF) e Nuno Carvalho. Esta foi a formação base que conquistaria o título regional na época seguinte.
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Foto: João Glória

14/05/10

2009/2010 - INFANTIS A

Escolhi esta fotografia porque simboliza a época. Corremos sempre atrás de uma bola e de uma oportunidade para atingir objectivos de vitória, sem a conseguir alcançar.


Para esta época, estava previsto que o plantel de Infantis B da época anterior desse continuidade ao trabalho realizado e disputasse a primeira divisão de Infantis A, com justificadas expectativas, apesar do percurso intermitente no seu campeonato. Uma nova Direcção e um novo projecto prometiam a recuperação efectiva do escalão e um investimento seguro na formação.

Acontece que o arrastar de conflitos mal resolvidos, desmantelaram quase por completo um plantel que evoluía desde as escolas. Num lapso de tempo, em que muito há por explicar, nomeadamente o que se podia ter feito e o que se podia ter impedido, o escalão ficou dizimado e reduzido a escassos resistentes. Impressionante, o facto de uma equipa técnica ter conseguido destruir décadas de trabalho, num clube centenário. Sem jogadores e com vontades condicionadas, a primeira opção da Direcção foi extinguir o escalão e terminar com preocupações. A via mais fácil para resolver um problema que não residia nas prioridades.

De um momento para o outro, sem treinadores e sem jogadores, a Direcção resolve inscrever a equipa de infantis no campeonato. É nesta altura, que sou contactado por Carlos Suzana para orientar o escalão, pelo menos por uma época. Acontece que, sendo eu um dos maiores críticos pela extinção do escalão, tendo manifestado publicamente o meu desacordo, não poderia recusar ao “chamamento” de fazer sobreviver o escalão que tanto defendi. Foi uma questão de princípio e de defesa de uma causa, mesmo sabendo das dificuldades. Nestas coisas, acreditamos sempre que somos capazes de atingir os impossíveis.

Assim, conseguimos reunir um grupo de praticantes, maioritariamente de primeiro ano e com pouca escola, ao nível de uma competição de escolas A, para enfrentar um campeonato de Infantis A. Há diferenças que se podem reduzir, mas que nunca se podem ultrapassar. No fundo, foi este o cenário que tivemos de enfrentar.

Sinceramente, após o primeiro treino, ficou claro que com o desenrolar da competição iríamos registar um elevado número de abandonos, porque a equipa não estava preparada para uma competição de primeiro nível regional. Mesmo assim, acreditamos que no final da época alguns resultados seriam obtidos.

Desportivamente, esta foi a época menos conseguida do escalão. Os números confirmam uma perfeita nulidade. Reconhecendo limitações evidentes em termos colectivos, procuramos rendibilizar a evolução individual e com isso atingir o objectivo maior da formação. Mas é difícil consolidar a evolução individual sem resultados colectivos. Objectivamente, tentamos estimular os praticantes resistentes para o cumprimento das várias etapas do seu crescimento. De facto, para aqueles que cumpriram o seu primeiro ciclo de competição, esta experiência foi muito positiva.

Uma nota de insatisfação para com o clube. Em época de centenário do SC Farense, o escalão de infantis foi o único escalão que não foi convidado para as comemorações. Para além de indelicado, foi uma falta de respeito para com aqueles que, independentemente de tudo o resto, se apresentaram para representar as cores do clube quando não havia mais ninguém.

Faço registo, porque mais importante, dos elementos que fizeram parte desta campanha:

Igor José (Guarda-redes com aptidões e vocação para o lugar, prejudicado pela estrutura física que reduz elasticidade, mas que o crescimento transformará. Melhor entre postes que fora deles. Resolveu questões emocionais na abordagem de dificuldades e tem condições para evoluir… bastante. Precisa de trabalhar a defesa destra. Foi um dos resistentes.)

João Suzana (Guarda-redes de primeiro ano que descobriu o lugar e está apostado em evoluir. Corrigiu receios ao choque e abordagem, melhorou tecnicamente, mas falta escola e tempo para se descobrir numa posição de características especiais. Falhou demasiados treinos na fase final da temporada para consolidar a sua evolução e confiança. Foi um dos resistentes.)

Ruben Rachadinho (Utilizado como central, médio defensivo e de distribuição/construção. Um praticante que se recusa a ser um jogador de futebol. Tomara que tivesse em espírito de sacrifício, capacidade de sofrimento, de superação, fôlego e competitividade o que tem na cabeça e nos pés para jogar… á bola. Um elemento a considerar no futuro quando resolver ser competitivo, porque consegue desempenhar múltiplas funções. Foi um dos resistentes.)

Yuri Peres (Utilizado como médio de distribuição/construção e como avançado. Um praticante com potencialidades técnicas que insistiu em desviar as utilidades. Quando conseguir disciplinar comportamentos, quando conseguir disciplinar os seus recursos técnicos, quando objectivar as suas acções de jogo, quando quiser trabalhar as suas potencialidades, quando quiser apostar nas suas faculdades, confirmará de certeza um jogador de futebol, até lá… Foi um dos resistentes, apesar de ter estado muito tempo fora por comportamento inadequado.)

Isaac Mendes (Utilizado como central e lateral direito. Um miúdo de primeiro ano que não conseguiu disfarçar dificuldades de adaptação. Na mesma proporção, foi aquele que mais se empenhou e o que mais evoluiu. Disciplinado e aplicado, foi descobrindo com as dificuldades da posição e da competição, as formas adequadas de correcção e adaptação. Exigir mais era impossível. Com a mesma aplicação, o crescimento vem naturalmente com o tempo. Foi um dos resistentes.)

Ruben Seixas (Utilizado como lateral esquerdo, mesmo sendo destro. Sobejou em aplicação, atitude e entrega o que faltou em termos de qualidade técnica. É um praticante de primeiro ano que precisa de trabalhar pormenores técnicos, controlar ansiedades e dosear esforços. No fundo, precisa de tempo e oportunidades para corrigir deficiências técnicas e potenciar as suas melhores qualidades. Tem todo o tempo para crescer. Foi um dos resistentes.)

Vítor Amaro (Utilizado como avançado, médio direito, lateral, para além de outras opções de recurso. Potencialidades como extremo direito. Praticante com dificuldades de consistência e regularidade. Precisa corrigir níveis de concentração, competitividade e jogo colectivo. Carências físicas por falta de aplicação e por falta de competitividade interna. Tem tudo para evoluir se não arranjar desculpas. Foi um dos resistentes.)

João Rosa (Utilizado como avançado e extremo. Em termos atléticos foi o praticante de primeiro ano mais condicionado pela exigência da competição. Não estava, nem podia estar, preparado para os níveis competitivos da primeira divisão. Com argumentos técnicos, mas sem capacidade competitiva e atlética, dificilmente poderia ter feito melhor. Mesmo assim, precisa de rever processos e aplicação no seu desenvolvimento. Sem capacidade de sofrimento não se ultrapassam barreiras ou diferenças. Foi um dos resistentes.)

Jorge Cadillon (Utilizado em várias posições, apesar de eleger como preferidas posições ofensivas. É um praticante de primeiro ano que ainda se está a descobrir e ainda sem aptidões definidas. Podia ter evoluído de forma mais consistente, caso tivesse tido maior regularidade na presença aos treinos. Precisa de assumir os erros para os poder corrigir e tem todo o tempo do mundo para crescer. Tem potencialidades para evoluir de forma segura, desde que se aplique em conformidade. Foi um dos resistentes.)

Diogo “Didi” Vargues (Utilizado como avançado e em múltiplas funções. Um praticante que chegou no final do ano, a meio da época, para ajudar. Elemento de aplicação absoluta que disfarçou recursos técnicos e limitações atléticas. Poucos treinos e poucos jogos. Por ser verdade, direi que se todos os elementos do plantel tivessem a mesma capacidade de aplicação e disciplina de jogo, colectivamente os resultados seriam diferentes. Foi um dos resistentes.)

Carlos Costa (Utilizado como médio de distribuição/construção. Um praticante que obteve relevância no grupo, considerando os níveis técnicos e de liderança. Da mesma forma, o mais inconformado com a incapacidade colectiva, preferindo abandonar o grupo que lhe poderia oferecer o melhor estágio de progressão, optando pelo escalão de iniciados B.)

Miguel Bagarrão (Utilizado como avançado. Praticante de primeiro ano com dificuldades de mobilidade e limitações técnicas que conseguiu disfarçar com a generosidade do empenho e com a aplicação. Com o tempo de trabalho conseguimos detectar evolução, nomeadamente quando conseguiu dosear esforços e definir a objectividade dos seus recursos. De um momento para o outro, alterou comportamentos, desistiu de evoluir e desistiu da equipa.)

João Domingos (Utilizado como lateral esquerdo. Praticante esquerdino com técnica apreciável, potencialidades evidentes, mas sem qualquer interesse em investir no futebol e nas suas capacidades. Fiz tudo para o resgatar para o futebol, ele fez tudo para se desviar do futebol. Poucos jogos e poucos treinos. Tenho pena, porque mesmo não fazendo a diferença, podia ter crescido como praticante de futuro.)

Carlos Santos (Utilizado como avançado e múltiplas funções. Praticante de primeiro ano, elemento franzino, fisicamente frágil para uma competição deste nível de exigência, mas com carácter competitivo e recursos técnicos. Considerou sempre que o futebol era uma espécie de fuga ou refúgio, nunca como uma via de evolução para projectos futuros. Os projectos não se definem nestas idades e preferiu desistir de perder consecutivamente.)

Diogo Belela (Utilizado como lateral e outras funções defensivas. Elemento com limitações técnicas mas de entrega absoluta. Cheguei a acreditar que podia rendibilizar as suas capacidades e ajudar a crescer o seu futebol. No entanto, esteve sempre demasiado ausente nos treinos e nos jogos, até deixar de aparecer.)


Recordo ainda elementos que estiveram com o grupo, mas que não puderam ser inscritos: Hendrick Rosental (Primeiro ano) Iraíldo Júnior (com potencial, mas com problemas de inscrição por ser brasileiro), Leandro Coelho (Primeiro ano e muito potencial), João Ludgero (proveniente da Academia do Sporting Algarve, sem possibilidade de inscrição), Hélio (proveniente da Academia do Sporting Algarve, sem possibilidade de inscrição), Gonçalo (proveniente da Geração de Génios, sem possibilidade de inscrição), Gonçalo Martins (proveniente da Geração de Génios, sem possibilidade de inscrição)…

ETaylor

10/05/10

LOULETANO DC É O NOVO CAMPEÃO

O Louletano DC foi o grande vencedor do Campeonato Distrital de Infantis A da Região do Algarve. A equipa de Loulé, mesmo considerando uma quebra no final da primeira volta, foi seguramente a melhor formação do campeonato, merecendo com justiça o título regional. O Louletano DC, para além da qualidade do seu futebol, conseguiu o maior número de vitórias (21), foi a segunda equipa mais realizadora com 153 golos e a equipa mais consistente ao consentir apenas 33 golos. Maior eficácia absoluta era difícil, num campeonato onde os empates fizeram a diferença.

Nas últimas 5 épocas, depois de SC Olhanense (Campeão em 2005/06 e 2006/07) e Imortal DC (2007/08 e 2008/09) o Louletano DC é o Campeão 2009/10.
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ETaylor

09/05/10

RESCALDO DA JORNADA 26

A 26.ª Jornada do Campeonato Distrital de Infantis da 1.ª Divisão ficou marcada pelo feito do CDR Quarteirense que conseguiu a manutenção na última jornada, beneficiando da derrota do Esperança de Lagos em Silves e pelo excelente percurso efectuado na segunda volta. Por outro lado, em relação à jornada anterior, a AFA corrigiu o resultado do jogo entre o Alvorense e o Lusitano e com isso a equipa de VRSA manteve o segundo lugar na competição.


O Louletano DC (1.º) cumpriu o seu último jogo com uma derrota na deslocação a Quarteira. A equipa do CDR Quarteirense (8.º) venceu por 6-4 e assegurou a manutenção, depois de uma segunda volta digna de registo.

O Lusitano FC (2.º) manteve o seu percurso, recebendo e vencendo o SC Olhanense (7.º) por 4-1 e com isso assegurou o vice-campeonato a 4 pontos do primeiro lugar. O Olhanense assegurou a manutenção.

O FC Ferreiras (3.º) recebeu e venceu, como se previa, o ACRA 1.º Dezembro (13.º) por esclarecedores 27-1. Com isso, fechou o pódio do campeonato, fechou a competição como a equipa mais realizadora (154) e fechou também uma grande época. A equipa do Alvorense desce de divisão.

O Portimonense SC (4.º) cumpriu calendário na recepção ao GD Lagoa (11.º) vencendo por 5-4. Assim, a equipa de Portimão falha o pódio mas assegura uma boa segunda volta, enquanto o Lagoa desce de divisão.

O Sporting Algarve (5.º) recebeu e venceu de forma confortável o SC Farense (14.º) por 22-1. Apesar de tudo a equipa do Sporting assegura a manutenção e o SC Farense desce de divisão, na sua pior época de sempre.

O Imortal DC (6.º) também cumpriu calendário na deslocação a Faro, onde venceu o FC S. Luís (12.º) por 3-1. A equipa de Albufeira, sem fazer uma grande prova, assegurou tranquilamente a manutenção, enquanto o S. Luís desce de divisão.

O Silves FC (9.º) recebeu e venceu o CF Esperança de Lagos (10.º) por 2-1, ultrapassou o seu adversário directo na classificação e ainda o remeteu para a segunda divisão. A equipa de Lagos foi a grande decepção da prova. Objectivamente, descem os dois.


Fotos: Sporting Algarve vs SC Farense

ETaylor

01/05/10

TERMINOU A MINHA MISSÃO

Terminou o Campeonato de Infantis A, primeira divisão, e vejo cumprida a minha missão para com o clube, para com os meus princípios e, principalmente, para com o escalão, em tudo o que sustentou a sua continuidade.

Como certo, a época mais marcante como técnico de futebol. Como certo, esta deve ter sido a época mais infeliz do escalão, mas certamente a época de análise e reflexão. Como certo, o meu empenho na construção do futuro, num presente totalmente destruído. Como certo, o empenho de praticantes que descobriram níveis de exigência para os quais não estavam preparados, nem tinham capacidade para enfrentar. Como certo, estava uma época que não devia ter começado, mas que agora exige continuidade.

A minha missão e defesa de uma causa, está definitivamente cumprida. Que venham outros com o mesmo espírito e com sucesso superior.

Eu que tinha decidido terminar a minha carreira de treinador em 2008, depois de ter construído um histórico interessante no escalão, não podia concordar com a extinção do futebol infantil e só essa possibilidade me fez regressar, por uma época, na medida em que ninguém queria pegar numa equipa totalmente desmantelada, que tinha de começar de novo, com qualidade em défice e sem jogadores.

Após o primeiro treino confidenciei junto a outros técnicos que se conseguisse chegar ao final do campeonato já seria uma vitória. No final, compareceram 10 resistentes num confronto desigual. Foi uma vitória, mas não a única. A vitória principal foi que a maioria dos resistentes está diferente, para melhor.

Uma última nota de agradecimento aos pais e aos miúdos que me ofereceram uma Jabulani assinada por todos, que guardarei junto a outras gratas recordações.

ETaylor

SPORTING ALGARVE - 22 - SC FARENSE - 1

INFANTIS A
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1ª Divisão - 26.ª Jornada
Campo Cecília Viegas - Faro
Jogo: AA Sporting Algarve – 22 - SC Farense – 1
Técnico
: Emídio Taylor
Director do Escalão: Carlos Encarnação
Equipa Inicial: Igor José; Vítor Amaro, Isaac Mendes, “Didi” Vargues, Ruben Rachadinho, Jorge Cadillon, Iuri Peres (Cap).
Jogaram ainda: Ruben Seixas, João Suzana.
Não Jogou: João Rosa (Adoentado)
Golos: Iuri Peres (1)
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Comentário:
A equipa realizou a espaços e durante o primeiro tempo, talvez a sua exibição mais consistente. Em termos de organização e disciplina posicional, a equipa revelou melhor capacidade, mas mais uma vez perdeu nos confrontos e duelos individuais. Os erros de abordagem e a falta de consistência técnica têm feito toda a diferença. Diferença essa que o resultado não reflecte.

Como disse no jogo anterior, não é fácil alterar a rotina das derrotas sem capacidade de sofrimento e sem competitividade interna, mas é preciso entender a realidade desta equipa, onde o empenhamento e a aplicação não são uniformes e equilibrados. É preciso dar tempo ao crescimento, mesmo que lento.

Com este jogo terminou o campeonato e uma época em que a única vitória foi o facto de o Farense não ter desistido do escalão e termos contribuído para a evolução de um grupo de praticantes que se estrearam neste tipo de competição e cuja maioria ainda será infantil na próxima época.

ETaylor

29/04/10

CONVOCATÓRIA 26

CONVOCATÓRIA n.º 26 – JORNADA n.º 26
JOGO: AA Sporting Algarve vs SC Farense
LOCAL DO JOGO
: Campo Cecília Viegas - Faro
DATA / HORA: 01.05.2010 (Sábado) – 11h00
HORÁRIO DE CONCENTRAÇÃO: 09h30
LOCAL DE CONCENTRAÇÃO: Pavilhão do SC Farense - Faro
JOGADORES CONVOCADOS:
1 – João Suzana
2 – Vítor Amaro
3 – Isaac Mendes
4 – Ruben Seixas
5 – ……………….
6 – ……………….
7 – Ruben Rachadinho
8 – João Rosa
9 – Iuri Peres
10- Diogo “Didi” Vargues
11- Jorge Cadillon
12- Igor José
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Nota: Os praticantes Miguel Bagarrão, João Domingos, Carlos Santos e Diogo Belela não foram convocados por falta ao treino de convocatória.
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ADVERSÁRIO: O Sporting Algarve encontra-se na 5.ª posição com 14 vitórias, 2 empates e 9 derrotas = 44 Pontos. Nos jogos realizados em casa a equipa do Sporting Algarve tem 12 jogos, 8 vitórias, 1 empate e 3 derrotas.
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ETaylor